Vai ser agora aberto o concurso público para a criação do designado “Parque da Biodiversidade do Alvão – LivingLab”, um projeto com investimento-base de cerca de um milhão de euros (947.376€).
O projeto, que tem o Município de Mondim de Basto como chefe-de-fila, resulta de uma parceria entre a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.
Mediante o memorando de entendimento subscrito pelas partes, foram estabelecidos os princípios orientadores para a criação da Associação de Investigação e Desenvolvimento do “Parque da Biodiversidade do Alvão”.
O “LivingLab Parque Natural do Alvão” ficará instalado no antigo Quartel Florestal do Fojo, nas imediações do Miradouro das Fisgas de Ermelo, infraestrutura composta por três edifícios destinados a atividades administrativas, sociais e de investigação, assumindo-se como um polo estratégico para a valorização do território e reforço da coesão e dinamização da comunidade local.
Este projeto tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento sustentável e responder aos desafios ambientais e climáticos da região, promovendo a preservação da biodiversidade, a sustentabilidade dos ecossistemas, a utilização eficiente dos recursos naturais e o desenvolvimento de projetos inovadores.
Pretende ainda, através da investigação, fomentar novas fileiras económicas, particularmente nas áreas do turismo, agricultura, floresta, energia e ambiente, bem como estudar soluções que promovam a eficiência dos sistemas urbano-rurais.
No âmbito dessa intervenção está prevista a criação de um parque visitável, com a plantação e exposição das principais plantas e árvores presente no Parque Natural do Alvão, um museu vivo que se pretende preservar e dar a conhecer a todos os visitantes.
Como sublinha o autarca mondinense Bruno Ferreira, «o “LivingLab” será um espaço de investigação e inovação ao serviço do desenvolvimento sustentável da região».
O projeto prevê a promoção de estágios de licenciatura, dissertações de mestrado e teses de doutoramento, em articulação com instituições de ensino superior, contribuindo para a qualificação de recursos humanos, criação de soluções tecnológicas e avanço do conhecimento científico.
«Dependendo das áreas de intervenção, poderão ser desenvolvidas fases de experimentação e prototipagem de produtos, soluções ou serviços reais, criando valor efetivo para o território e para os cidadãos», adianta o presidente da câmara.






