O Município de Cabeceiras de Basto conta, a partir desta quinta-feira (26), com um autocarro elétrico de características exclusivamente citadinas, com 30 lugares sentados e 19 de pé. A viatura para o transporte ocasional de passageiros foi apresentada, a par de mais quatro carros elétricos, pelo presidente da câmara, que releva uma «estratégia de transição energética e de redução de emissões, com o reforço da frota automóvel elétrica ao serviço do território e das populações».
Equipado com uma bateria elétrica para 300 quilómetros, o autocarro, da marca “Oceântia” — empresa portuguesa focada em «soluções sustentáveis para o setor do transporte, com aposta na mobilidade elétrica» — é oficialmente apresentado como recomendável para «cidades costeiras».
Financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência, no âmbito das políticas nacionais de transição energética e zero emissões de gases poluentes, a compra do veículo – já decorado com o novo grafismo e com as novas cores do município – resultou da candidatura “Cabeceiras de Basto + Eficiente: Aquisição de Autocarro Elétrico para Transporte Escolar”.
Instruída ainda no anterior mandato, a candidatura significou um investimento total, incluindo a instalação de um posto de carregamento, de 271 738,00 €. Deste valor, 201 748,03 € foram cobertos pelo PRR como comparticipação comunitária elegível, o que significa que o preço do autocarro ficou nos 272 mil euros, com cerca de 202 mil financiados.
Conforme reconheceu o próprio presidente da câmara em plenário municipal, o modelo deste autocarro “Oceântia”, designadamente o facto de se preencher com um significativo número de lugares em pé, não é de todo recomendável para circuitos de transporte escolar em zonas rurais de orografia como a de Cabeceiras de Basto.
Conforme explicou ao Terras de Basto um condutor de pesados de passageiros com experiência em transportes escolares, «se o objetivo era garantir um transporte seguro e confortável para crianças em idade escolar, seria importante que a prioridade fosse dada a lugares sentados e espaços adaptados, em vez de aumentar a capacidade com lugares de pé, que são mais indicados para passageiros adultos».
Em paralelo, o município cabeceirense adquiriu também quatro viaturas elétricas “Dacia Spring Extreme 65”, «para apoio aos serviços municipais», assim reforçando «a capacidade de resposta no terreno» e assegurando «maior eficiência energética e económica», reduzindo ainda os custos de manutenção da frota automóvel com o abate de quatro viaturas.
Tendo em conta que o Fundo Ambiental concede incentivos à introdução de veículos elétricos novos de passageiros até 5.000 euros por veículo para entidades como as autarquias locais (sob condições, incluindo o abate de veículos velhos), o custo destes quatro carros elétricos terá sido reduzido para cerca de 16.300 cada.
«Com estas aquisições, o município dá mais um passo na modernização dos seus meios, promovendo menos emissões poluentes, mais eficiência e melhor qualidade ambiental», diz. [JPM].






