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BTL: «O desafio é continuar a afirmar o Minho como “pulmão verde” de Portugal»

O autarca mondinense Bruno Ferreira foi esta quarta-feira (25) a Lisboa afirmar, na qualidade de vice-presidente do conselho intermunicipal da CIM do Ave, que «o grande desafio é continuar a afirmar o Minho como o grande “pulmão verde” de Portugal», «um território onde o urbano e o rural, o litoral e o interior, dialogam em perfeita harmonia».

Enquanto representante da entidade líder do “Consórcio Minho In 3.0” – que integra a participação dos 24 municípios minhotos na Bolsa de Turismo de Lisboa, em curso até domingo (1) – o presidente da Câmara de Mondim de Basto sublinhou que o objetivo é «continuar a esbater assimetrias, apostando firmemente na coesão territorial, para criar mais valor, mais investimento e mais bem-estar para as populações e para quem visita a região».

Bruno Ferreira falava em contexto de “Essência do Minho” em Lisboa, evento marginal à BTL que decorreu esta quarta-feira (25), provando que o Minho está unido, não só pelo trabalho realizado no âmbito do consórcio das comunidades intermunicipais, mas também pelos laços de amizade que unem territórios e elevam a identidade minhota.

Num evento que reuniu personalidades com raízes no Minho, designadamente membros do Governo – como o ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes; e o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves; o presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins; e membros da Assembleia da República e representantes das autarquias locais, a marca “Amar o Minho” reforçou a coesão institucional do território, através de um momento institucional e promocional.

«O Minho é mais do que identidade, é mais do que isso. É aquilo que nós fazemos diariamente, é a forma como sentimos, como vivemos o território, como trazemos o território até à capital. Se andarmos por aqui, chegamos a vários restaurantes de conterrâneos nossos que valorizam o Minho através dos nossos produtos, mas essencialmente através das gentes e da nossa forma de ser», defendeu, por seu turno, no mesmo contexto, o presidente do conselho intermunicipal da CIM do Alto Minho, António Barbosa.

Já o presidente do conselho intermunicipal da CIM do Cávado, o barcelense Mário Constantino, destacou a força de trabalho e a aposta na ciência e tecnologia como os grandes pilares para a forte componente exportadora do tecido empresarial minhoto: «este consórcio é um projeto que já tem bases sólidas e tem vindo a afirmar-se cada vez mais, porque existe, de facto, uma identidade que nos une». «Onde quer que estejam reunidos minhotos, a nossa gastronomia, a nossa vivacidade, a nossa alegria e o nosso espírito empreendedor fazem-se sempre presentes», disse.

Os valores de partilha, proximidade e amizade foram, assim, evidenciados num ambiente acolhedor e alegre, que celebrou o passado, mas pôs os olhos no futuro. No seu discurso, o ministro José Manuel Fernandes aproveitou para destacar o carácter do povo minhoto, não só no território regional, em Lisboa ou na diáspora. «O Minho é o sítio do planeta onde há uma maior diversidade concentrada. Em poucos quilómetros temos mar, temos o Parque Nacional da Peneda-Gerês, temos paisagens espetaculares, temos uma gastronomia única e produtos únicos; o vinho verde é um exemplo, bem como as nossas raças, como a cachena e a barrosã, têm um sabor inigualável; o turismo religioso, com os nossos santuários… Somos um território que tem tudo e temos um povo que, onde está, se diferencia», sintetizou.

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