Grande parte dos sociais-democratas de Cabeceiras de Basto estão convocados para uma reunião da sua estrutura local que vai acontecer esta sexta-feira (27) à noite. O encontro – adianta fonte partidária – vai ser aproveitado «para preparar o ato eleitoral do dia seguinte», mobilizando os militantes para a eleição da candidata única.
Embora não tenham sido convidados todos os militantes e outros tenham feito saber que «não têm disponibilidade», a intenção é «mostrar unidade», pelo menos no que diz respeito à concelhia, já que para a distrital – como o Terras de Basto adiantou – os militantes locais dividem-se entre apoiantes de Paulo Cunha, com quem alinham os principais dirigentes, e de Carlos Eduardo Reis, com quem estão alguns menos agradados com a atual direção.
A propósito de unidade, o ainda líder da concelhia do PSD/Cabeceiras de Basto reagiu já hoje à peça jornalística publicada pelo Terras de Basto, considerando que «o que está em causa não é divisão, é maturidade política».
Num texto divulgado no seu perfil no “Facebook”, André Gustavo Teixeira confirma a existência de «uma candidatura única», que diz de «consenso», liderada pela Laura Magalhães, que o próprio integra «com total convicção».
«O caminho é de continuidade, reforçada com novos elementos; aqui houve inteligência coletiva, houve respeito pelo passado e houve ambição pelo futuro», comenta.
Quanto à distrital, diz o chefe de gabinete do presidente da câmara que «há disputa», que «há alternativas», entre os companheiros Paulo Cunha e Carlos Eduardo Reis. «E é aqui que importa ser bastante claro: Cabeceiras de Basto está representada em ambas as listas», confirma.
Acrescenta André Magalhães que, ele próprio, integra a lista de Paulo Cunha, porque o que acredita «merecedor de continuar a liderar a distrital, (…) por todo o trabalho feito até agora», e que o militante João Sá Nogueira «integra a lista do companheiro Carlos Eduardo Reis», «porque acredita que é necessária uma mudança no panorama distrital, com novos protagonistas que sejam capazes de renovar e unir o distrito».
Tendo Sá Nogueira como subscritor do texto, o líder concelhio sublinha que esta realidade se faz «sem dramas; sem conspirações; sem novelas internas»; que «isto não é sinal de rutura»; é, antes, «sinal de confiança suficiente para discordar»; e que «só partidos inseguros confundem pluralismo com divisão» e «só lideranças fracas têm medo da diferença».
«Quem tenta vender esta realidade como “problema político” fá-lo por uma de duas razões: ou não percebe como funciona a democracia interna ou tem interesse em enfraquecer aquilo que não consegue controlar», reage.
«Sabemos discordar sem nos dividir. Sabemos escolher sem nos fragilizar. Sabemos encarar eleições internas sem perder o rumo. É com esta maturidade política – rara nestes tempos estranhos, mas real – que enfrentamos o dia 28 de fevereiro», conclui. [JPM].







