Os Bombeiros Cabeceirenses queixaram-se às entidades da tutela na área da emergência e socorro por estarem a ser preteridos na sua área de influência em favor de corporações de fora do concelho.
Em “esclarecimento à população” – despoletado por uma notícia do Terras de Basto relativa a um acidente de trânsito no Arco de Baúlhe, para o qual foram mobilizados meios de socorro dos Voluntários Celoricenses – a corporação releva que, «nas últimas semanas, têm ocorrido intervenções de socorro» no concelho, «nomeadamente em acidentes de viação, realizadas por meios externos, sem [o seu] conhecimento».
«Devido às condições meteorológicas adversas registadas recentemente, em especial a queda de neve, verificaram-se diversas ocorrências no concelho; em nenhuma dessas situações foi recusado qualquer tipo de socorro por parte dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, mantendo-se sempre assegurada a disponibilidade operacional», lembra também.
«Após conhecimento das situações referidas», os Bombeiros Cabeceirenses dizem ter já procedido «à respetiva comunicação» à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), através do Comando Sub-Regional do Ave, bem como ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), através do CODU Porto.
A par das ocorrências da neve e do acidente desta manhã no Arco de Baúlhe – em que a corporação cabeceirense só foi chamada, mais tarde, para a limpeza da via –, já há dias, também para um acidente numa rotunda da vila de Cabeceiras de Basto, a poucos metros do seu quartel, os Bombeiros Cabeceirenses viram ser acionados os meios de socorro do concelho vizinho, a 20 quilómetros de distância e com péssima ligação rodoviária.
Os meios de emergência e socorro são acionados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), estrutura gerida pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). [JPM].






