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Academia de Música de Basto leva musical ao centro cultural

A Academia de Música de Basto, de Celorico de Basto, prepara-se para levar novamente a cena o musical “Aladino – O Rapaz de Agrabah”, numa produção que assinala duas décadas de atividade da instituição e que reforça a sua aposta na vertente performativa como complemento da formação musical. O espetáculo sobe ao palco do Centro Cultural nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro, com entrada livre, mediante pré-reserva de lugares.

A reposição da obra surge num momento simbólico para a instituição de ensino. Cristiana Lopes Moreira, da direção pedagógica, explicou ao Terras de Basto que o projeto representa o regresso de «um dos primeiros grandes sucessos» deste formato artístico, sublinhando a intenção de mostrar que a formação ali desenvolvida vai além do ensino instrumental. «Queremos ensinar e dar a conhecer as diferentes vertentes da música, incluindo o teatro musical, que também constitui uma saída no âmbito artístico», diz.

Inserido no plano anual, o musical assume uma forte componente pedagógica, destacando que iniciativas desta natureza têm sido, ao longo dos anos, um fator motivador junto da comunidade educativa, promovendo aprendizagens musicais, espírito de grupo e responsabilidade coletiva.

O objetivo passa igualmente por aproximar a comunidade local do trabalho desenvolvido pela academia. «Gostamos de partilhar com a comunidade as capacidades dos nossos alunos e a qualidade do ensino da AMB, mostrando que podemos fazer mais do que concertos ou aulas de instrumento», acrescenta.

Embora inspirado no conto clássico “Aladino e a Lâmpada Mágica”, o espetáculo apresenta textos originais e uma abordagem própria, assumida como uma marca identitária da instituição. A produção envolve professores e alunos de diferentes áreas artísticas e técnicas, refletindo um trabalho colaborativo que vai da música à encenação, passando pela cenografia, caracterização e apoio técnico.

A coordenação das áreas técnicas está a cargo do diretor técnico João Costa, enquanto a encenação e preparação musical são conduzidas pela professora Carla Lopes. A área de guarda-roupa, cenários e caracterização conta com a responsabilidade de Cristiana Lopes, e a articulação entre professores e encarregados de educação é assegurada pelo professor Bruno Fernandes. A academia destaca ainda que, à semelhança da maioria dos seus eventos, toda a comunidade educativa é convidada a participar.

O processo de preparação iniciou-se ainda em julho de 2025, quando foi definido o plano pedagógico e cultural para o ano letivo. Os ensaios foram integrados nas aulas de classe de conjunto, complementados por sessões adicionais, enquanto parte dos cenários e materiais foi adaptada a partir do espólio existente, sendo outros elementos construídos de raiz.

Entre os principais desafios identificados pela organização esteve a gestão de calendários e a disponibilidade dos participantes para ensaios extra, sobretudo tratando-se de um projeto direcionado ao público infantil e familiar. Ainda assim, a direção pedagógica refere que a adesão dos alunos foi imediata após o anúncio do título e do elenco, evidenciando o interesse dos jovens por este tipo de produção.

Em palco estarão sobretudo alunos finalistas da academia. Os estudantes do 12.º ano assumem as personagens principais, enquanto alunos do 9.º ano interpretam papéis secundários, num trabalho que pretende evidenciar o percurso formativo dos participantes e a evolução artística ao longo dos anos.

Expectativas para o espetáculo

O público poderá esperar uma narrativa marcada por momentos de comédia, ironia, drama e amizade, refletindo valores como o perigo da ganância, a importância do amor e a força da união. Para a direção da AMB, mais do que um espetáculo, trata-se de uma experiência educativa que procura transmitir a mensagem de que «todos somos capazes, se tivermos as pessoas certas ao nosso lado».

A apresentação no Centro Cultural assume também um significado particular, pela dimensão do espaço e pela ligação à comunidade regional. A entrada gratuita pretende alargar o acesso às artes performativas, embora a academia aconselhe a pré-reserva, de forma a garantir que os encarregados de educação e familiares dos participantes possam assistir ao espetáculo.

No convite final, a Academia apela à presença do público e deixa uma mensagem especial aos antigos participantes do musical: «Se fizeste parte dos elencos anteriores, vem e canta connosco», refere a diretora pedagógica, destacando o espírito de continuidade que pretende marcar este projeto.

A iniciativa integra o conjunto de atividades comemorativas dos 20 anos da Academia de Música de Basto, reafirmando a aposta numa formação artística que cruza ensino, criação e envolvimento comunitário. [Ana Margarida Pereira].

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