Sábado, Abril 5, 2025
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Manuel António Teixeira mostra equipamentos adiados

Foi um conjunto de equipamentos adiados aqueles que o candidato a presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto pela coligação “Fazer Diferente” (PSD/CDS) quis mostrar, esta sexta-feira (4), à Imprensa local e, assim, aos cabeceirenses.

Com particular incidência num espaço que se presume privado, mas que tem absorvido dinheiros públicos «sem qualquer proveito» — o campo de tiro do Clube de Caça e Pesca de Basto, terreno doado «há mais de vinte anos» pelo município –, a visita permitiu a Manuel António Teixeira chamar a atenção, por exemplo, para os problemas de que padecem os terrenos destinados a área de localização empresarial.

«Tem montes de problemas… Primeiro, a inclinação. Estamos aqui em cima, na cota 425, e isto vai até ao Campo de Morgade, na cota 325, ou seja, há 100 metros de desnível entre um sítio e outro», começou por realçar.

Além disso, trata-se de um local sem água da rede pública por próximo, sendo certo que sem ela não pode ser instalada qualquer indústria. «Não sei quais são os planos para resolver isso», afirmou.

Outro dos problemas do terreno prende-se com o facto de, na sua parte mais baixa, próxima já de terrenos agrícolas, ter sido depositada grande quantidade de terras sobrantes da construção da autoestrada A7, que vai ser necessário terraplanar e preparar para aceitar construções, o que vai encarecer o custo de qualquer projeto que ali seja desenvolvido.

Foi, aliás, neste contexto de custos que o candidato da coligação de direita atirou números muito latos: «por menos de 10 a 15 milhões de euros não se consegue fazer», disse, sublinhando o facto de estarmos perante uma intenção adiada há duas décadas. «O concelho precisa desta zona industrial, o Arco de Baúlhe precisa de uma zona industrial, porque não tem nenhuma», disse.

Embora recuse adiantar como resolverá a questão se for eleito presidente do executivo, Manuel António Teixeira defende uma proposta para os imprescindíveis acessos a uma área industrial neste local. «Temo-nos batido pela conclusão da Via do Tâmega, porque, entre outras consequências, ela pode valorizar este terreno; devíamos discutir o seu traçado, que não pode passar longe desta zona; devíamos puxá-la o máximo possível para esta zona», diz.

Campo de tiro, quinta interpretativa e central de biomassa

Na conversa com a Imprensa, o vereador e líder da oposição na Câmara Municipal relevou igualmente a realidade de outros equipamentos prometidos para as imediações do território em causa, como é o caso do campo de tiro, da quinta interpretativa e da central de biomassa.

Quanto a esta última, mostra-se céptico quanto ao seu efetivo licenciamento por parte da administração central, a avaliar pela informação que o presidente da Câmara Municipal lhe deu na última reunião. Os problemas judiciais com origem nos interessados estavam ultrapassados, mas o efetivo licenciamento final do projeto ganho pela “Greenvolt”, de Manso Neto, é um processo parado em Lisboa.

Além disso, a ser licenciada — «está em “stand by”, se calhar já não vem… mas ia criar bastantes postos de trabalho…» –, o local que lhe foi destinado é mesmo aquele onde foram depositadas as terras sobrantes da A7, o que iria implicar as tais terraplanagens. «Construir em cima de um aterro daqueles não é possível… portanto, vai ter de se fazer uma terraplanagem imensa…», comentou.

Quanto à quinta interpretativa, uma propriedade rústica localizada nas imediações, mas já em território da freguesia da Faia – destinada ao desenvolvimento de um projeto pedagógico que pudesse recriar o ambiente de uma típica quinta minhota, com as raças autóctones e com a produção agrícola característica da região –, Manuel António Teixeira lamenta que ele não tenha avançado até hoje, vinte anos depois da sua aquisição.

Por último, embora não tendo deixado de ser o mais enfático dos assuntos abordados, está o campo de tiro do Clube de Caça e Pesca de Basto, com sede no Arco de Baúlhe. A sua localização nas imediações da área reservada para a atividade industrial decorreu, há cerca de 20 anos, do atravessamento pelo autoestrada do sítio onde se encontrava, tal como o Campo de Futebol de Morgade, propriedade do Desportivo de Arco de Baúlhe.

A atual localização obrigou a significativa movimentação de terras e, consequentemente, à execução de um muro de suporte, em que foram já gastos «uns milhares valentes de euros» financiados pela Câmara Municipal. Ora, apesar desses custos, o equipamento está simplesmente abandonado há anos.

No local foi mesmo possível ver o fosso para disparo dos pratos e a estrutura do local de disparo completamente em ruína e cobertos por vegetação selvagem que tomou conta do terreno. Além disso, o campo tem um morro pela frente e é atravessado por uma linha elétrica de média tensão, condições que inviabilizarão o seu licenciamento como tal.

A questão política que Manuel António Teixeira quis deixar evidente neste assunto foi a dos gastos municipais num equipamento sem qualquer uso.

Na conversa com os jornalistas, o candidato da coligação “Fazer Diferente” explicou por que lhe havia proposto como local de encontro a “praça vermelha”, ou Praça Adriano Valente: «sabíamos que o senhor presidente da junta iria preocupar-se com isso… vejam como se esmerou a mandar limpar a praça e as escadas floridas!… Já valeu a pena ele pensar que vínhamos falar disso!!!…».

Neste encontro, Manuel António Teixeira fez-se acompanhar pela ex-deputada Laura Magalhães.

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