Chama-se Leonor Bastos Afonso, tem 17 anos, é natural de Cabeceiras de Basto e é um dos onze estudantes portugueses que venceram a primeira edição do projeto de literacia mediática “Pinóquio na Escola”, desenvolvido pela Fundação Calouste Gulbenkian e implementado pelo “Polígrafo”.
Filha de António Afonso e Ana Bastos, frequenta o 12.º ano da área de ensino artístico especializado em dança, na Escola Secundária Almeida Garret, em Vila Nova de Gaia, tendo desenvolvido o seu projeto em parceria com a colega Mariana Gestosa, de São João da Madeira.
Neste projeto – que pretende desenvolver a literacia mediática e informacional, ensinando os alunos a analisar criticamente notícias, imagens, vídeos e conteúdos “online” – Leonor Afonso desenvolveu e a colega trabalharam o tema “Imigração, problema ou oportunidade?”.
O “Pinóquio na Escola” – que levou recentemente os vencedores desta primeira edição a Lisboa e a Bruxelas – pretende ainda capacitar os mais novos para identificar “fake news”, boatos, manipulações e discursos enganosos, bem como promover o pensamento crítico, a verificação de fontes e a “checagem” de fatos antes de acreditar ou partilhar informação.
O projeto pretende, assim, estimular o uso responsável da “internet” e das redes sociais, reforçando a cidadania digital, e sensibilizar para as consequências da desinformação, como o impacto social, político e pessoal das notícias falsas.
Leonor Afonso explica que o desenvolvimento do trabalho videográfico para as redes sociais com o qual ganharam o projeto pretendeu recolher informação fidedigna e de fácil interpretação «para mostrar que os imigrantes podem ser um benefício».
«Em Portugal e na Europa existe uma ideia de que a imigração é um problema e com o nosso trabalho percebemos que é uma oportunidade de crescimento económico, união social e enriquecimento cultural», explica, por seu turno, Mariana Gestosa, também citada pela agência Lusa.
Depois de distinguidos numa sessão em Lisboa, os vencedores rumaram a Bruxelas, onde a Representação da Comissão Europeia em Portugal lhes proporcionou o contacto com as instituições comunitárias e debates sobre o tema da imigração sugerido para esta edição do “Pinóquio na Escola”.
Na segunda edição, já em curso, o projeto volta a lançar o concurso nacional e a percorrer o país com um “roadshow” educativo, que vai passar, até junho, em mais de 30 localidades do país, em sessões que partilham ferramentas e materiais pedagógicos para ajudar a desenvolver um olhar mais crítico sobre a informação, em especial a que circula nas redes sociais.
O concurso nacional regressa com uma dinâmica renovada e ampliada. Realiza-se em duas fases e terá curadoria e acompanhamento mais aprofundado da equipa do “Polígrafo”, de modo a apoiar de forma mais próxima alunos e professores ao longo do processo. O concurso desafia estudantes do 3.º ciclo e do ensino secundário a criar conteúdos originais, em qualquer formato, que desmontem narrativas enganosas que circulam, ou circularam, no espaço público europeu.
Entre as novidades desta edição, destaca-se a criação de uma rede de professores embaixadores do “Pinóquio na Escola”. Com esta iniciativa, pretende-se garantir que o impacto do projeto se prolongue no tempo e permaneça nas escolas de forma orgânica, chegando também a futuras gerações de alunos.
O regulamento e as candidaturas ao concurso estarão disponíveis no sítio da iniciativa: especiais.poligrafo.pt/pinoquio
A iniciativa conta com o apoio organizacional e logístico da Representação da Comissão Europeia em Portugal, do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal e da Agência Nacional Erasmus+ Juventude/Desporto e Corpo Europeu de Solidariedade.






