A concessionária da Autoestrada n.º 7 (A7) assume toda a responsabilidade pelas consequências da movimentação de massas de suporte dos acessos à praça da portagem do Arco de Baúlhe, em Cabeceiras de Basto. A informação foi prestada esta quinta-feira (26) pelo presidente da câmara aos microfones da rádio local.
Além do desmoronamento de uma casa e de evidentes estragos numa segunda, o deslizamento do talude obrigou ao realojamento de duas famílias, estando ainda em risco uma terceira habitação. Esta ocorrência levou à declaração municipal da situação de alerta e ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil para coordenar a resposta e a segurança no local.
De acordo com a estação emissora – que cita Manuel Teixeira – a abordagem a este problema «foi complicada» no seu início, alegadamente por a “Ascendi” ter um plano que lhe dava segurança.
O autarca reivindica, assim, a decisão «de tomar medidas contra a vontade» da empresa quanto à retirada atempada das pessoas que residiam nas habitações em risco e de condicionar o trânsito nalgumas vias. «E essa foi a melhor decisão, até porque só depois a concessionária reconheceu que existia de facto um problema», diz a “Voz de Basto”.
Em reunião da Proteção Civil Municipal desta quinta-feira (26), em que a “Ascendi” se fez representar, «foi assumida pela concessionária toda a responsabilidade», veicula, citando o edil.
Segundo a estação, a concessionária delegou no município o procedimento para «aquisição dos materiais necessários para a reconstrução» das habitações em causa, tendo a autarquia decidido «que “todos os materiais devem ser adquiridos nas freguesias de Arco de Baúlhe e Vila Nune».
[Fotografias de Ivo Borges].








