Segunda-feira, Janeiro 19, 2026
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Cabeceiras avalia realidades e desafios da “educação, inclusão e diversidade”

Cabeceiras de Basto vai receber, a 11 e 12 de dezembro, um significativo número de especialistas em “Educação, inclusão e diversidade”, tema para umas jornadas internacionais que pretendem avaliar realidades e desafios deste trinómio, promovidas no âmbito do Contrato Local de Desenvolvimento Social de Quinta Geração gerido pela cooperativa “Basto Vida”.

Os trabalhos vão decorrer no auditório da Casa do Tempo e abrem com uma conferência de Joaquim Escola, sobre “Inclusão Educativa: responsabilidade e compromisso ético”.

Para o primeiro painel, dedicado à “Educação, inclusão, participação e cidadania” e coordenado por Marcelino de Sousa Lopes, está prevista a participação de nomes como Américo Nunes Peres (“Educação intercultural e as tensões entre igualdade e diferença”); Manuel Vieites (“A pedagogia teatral e a humanização da diferença: algumas incertezas”); Cristiana Madureira (“A escola como ecossistema inclusivo: construir juntos um currículo para educar na e com a diversidade”); Aurélie Pinto (“Sexualidade e deficiência”); e Timothy Leonard Koehnen, que apresenta dois projetos colaborativos de educação não-formal em Portugal e sobre eles faz uma abordagem de estudo para identificar um processo inclusivo.

A tarde é dedicada à realização de oficinas, “workshops” e grupos de trabalho, a primeira das quais dedicada, por exemplo, à “Animação sociocultural: técnicas e recursos para intervenção na terceira idade”, orientada por Daniela Mendes, e que tem o propósito de favorecer a inclusão da população idosa, combatendo os preconceitos ligados à idade, reconhecendo a importância da sua participação ativa na sociedade através de práticas no âmbito da animação sociocultural.

Víctor Juan Ventosa Pérez vai propor, por seu turno, uma abordagem sobre “Os jogos de estimulação cognitiva para o bem estar físico e saúde mental”, uma oficina que aplicará e exemplificará os conteúdos traçados na conferência de encerramento, através de uma seleção e prática individual e em grupo de jogos e estratégias lúdicas de estimulação cognitiva, a partir do treino de competências como a atenção e concentração, memória, estimulação sensorial, reconhecimento de padrões e jogos de palavras.

A “Animação sociocultural e a intervenção na pessoa com doença mental” é outra das oficinas a desenvolver, sob a coordenação de Beatriz Martins, que propõe a abordagem ao papel do animador sociocultural como ferramenta complementar e essencial na intervenção junto de pessoas com doença mental.

Ao longo desta oficina haverá a partilha de práticas e dinâmicas participativas, proporcionando momentos de reflexão, construção conjunta de estratégias e experimentação de atividades adaptadas a diferentes realidades institucionais e comunitárias.

Estas jornadas propõem ainda uma oficina dedicada à animação musical, “Música para todos”, coordenada por Luís Carvalho, que pretende explorar técnicas e práticas de animação musical no trabalho com diferentes populações, que podem incluir músicos, não-músicos e curiosos, através de um processo de criação coletivo, inclusivo e participativo que contribua para uma maior coesão social e, consequentemente, maior respeito pela diversidade.

Propõe-se também uma abordagem do “Teatro como uma necessidade humana”, um “workshop” coordenado por Marcelino de Sousa Lopes, que pretende demonstrar que «todo o ser humano é um ser expressivo, comunicativo e de relação». «Vamos ainda confirmar o facto de todos sermos teatro e consequentemente criativos. Através de exercícios e jogos de criatividade, relação, comunicação, confiança, improvisação vamos vencer medos, inibições e demais condicionamentos que impedem a nossa afirmação como seres participativos e de convivência», adianta-se.

“As formas animadas e a educação para a diversidade”, orientada por Dantas Lima, é outra das oficinas propostas aos participantes nestas jornadas cabeceirenses. Sendo impossível em quatro horas aprender esta «complexa arte», os promotores optaram por uma metodologia descritiva que contempla a importância das formas animadas como linguagem artística e como recurso pedagógico. Será feita então uma abordagem às dimensões criativas, jogo lúdico e comunicação para transformar ambientes educativos em espaços mais inclusivos e acolhedores à diversidade.

«Através de pequenos exercícios, vamos dar a conhecer os diferentes tipos de manipulação, o roteiro a seguir para a criação e ainda demonstrar a dimensão terapêutica das formas animadas através de experiências e práticas que conferem uma estratégia na superação de medos, embaraços, inibições, pavores e assim contribua para que o ser humano se assuma como um ser de relação, de interação, de expressividade, de comunicação», adianta-se.

Entre as oficinas propostas há ainda espaço para falar da relação entre “Institucionalização e o Movimento de Apoio à Vida Independente” (Jorge França Santos); de “Direitos humanos, interculturalidade, cidadania e inclusão” (Américo Nunes Peres); e “Desafios e estratégias para a educação sexual inclusiva em contextos de deficiência” (Aurélie Pinto).

Três momentos marcam ainda este primeiro dia das jornadas: a apresentação do livro “La Vida Es Juego”, de Víctor Juan Ventosa Pérez, às 19h00, no auditório da Casa do Tempo; a apresentação do espetáculo de teatro “Feitas de Ferro, Desenhadas a Carvão”, pela companhia “Era Uma Vez… Teatro”, às 21h00, no auditório da Casa da Juventude; e uma palestra-debate com a encenadora Mónica Cunha sobre o processo criativo e a importância do teatro junto das pessoas portadoras de deficiência.

Assuntos para o segundo dia

Para a manhã do segundo dia de trabalhos, 12 de dezembro, estão reservados mais dois painéis, o primeiro, a partir das 09h00, dedicado à “Escola, inclusão e comportamentos de risco”, coordenado por José Dantas Lima Pereira; e o segundo, a partir das 11h00, dedicado às “Artes, criatividade, diversidade e diferença”, coordenado por Sónia Parente.

Sob o primeiro destes temas, estão previstas intervenções de Paula Vaz (“Bullying em contexto escolar: compreender para prevenir”); Jorge França Santos (“Reflexões sobre discursos, práticas e vivências com e a propósito de pessoas com deficiência e/ou incapacidade”); Jennifer Rodríguez (“O poder dos clubes de poesia na sala de aulas – uma experiência pedagógica do ócio cultural”); Benilde Moreira (“Violência de género na escola: desconstruindo estereótipos e promovendo a equidade para prevenir comportamentos de risco”); e Ivone Ferreira (“Mãos que falam – uma narrativa visual pela inclusão de alunos surdos”).

Já sob o segundo tema, estão previstas intervenções de Marcelino de Sousa Lopes (“Artes, terapias e educação para a criatividade”); Daniela Mendes (“Idosos, inclusão, idadismo e animação sociocultural como pedagogia promotora da integração e da educação intergeracional”); Luís Carvalho (“A música com expressão da essência da inclusão e diversidade e o seu contributo para o desenvolvimento de comunidades”); José Dantas Lima Pereira (“As formas animadas na inclusão e na diversidade”); e Patrícia Canha (“O projeto ‘Tramas’ da Teque”).

Para a tarde (14h00) fica a abordagem proposta pelo último painel – “Acessibilidade, saúde e bem-estar” –, tema que será explorado por Susana Barbosa (“Mulheres surdas: participação, desafios e inclusão no mercado de trabalho”); Beatriz Martins (“A animação sociocultural e contexto de saúde mental”); Ana Lopes (“Espiritualidade e as dimensões do Anima/Animus como meio de promoção do bem-estar”); e Sara Ruegg (“Inclusão profissional e social: o impacto da Fundação Polyval”).

A conferência de encerramento está atribuída a Víctor Ventosa Pérez, que será apresentado por Cristiana Madureira e que vai falar de “Jogo, ócio e animação estimulativa para a inclusão – avanços atuais e propostas futuras”.

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