É um mês de teatro, ou seja, nove apresentações. O Festival Internacional de Teatro Miguel Torga sobe ao palco do Favo das Artes a partir de 28 de fevereiro e até finais de março. As propostas são diversificadas, com diferentes linguagens cénicas e vários públicos-alvo. Tiago Pires conta como vai ser.
Ana Margarida Pereira
O Teatro Artístico Mondinense leva ao Favo das Artes, entre 28 de fevereiro e 29 de março, mais uma edição do Festival Internacional de Teatro Miguel Torga. São nove sessões, várias delas já esgotadas.
Para Tiago Pires, diretor do espaço cultural de Mondim de Basto e responsável artístico do festival, o evento é hoje uma referência para a comunidade. «Há 17 anos que este festival é uma celebração do teatro em Mondim de Basto. Se deixasse de existir, a comunidade sentiria muito a falta», considera.
O certame começou como um encontro de teatro amador, mas foi evoluindo ao longo das edições, reunindo hoje companhias nacionais e internacionais e mantendo como principal critério a qualidade artística. «Tentamos trazer espetáculos distinguidos e feitos com grande seriedade, que saibamos que vão ao encontro do nosso público», diz.
A programação inclui propostas diversificadas, com diferentes linguagens cénicas e diferentes públicos-alvo. Além de produções para adultos, está prevista uma sessão infantil, “11 Cisnes”, que reforça a aposta na formação de novos espectadores. «O público do futuro são as nossas crianças e é importante que cresçam a ver teatro», considera.
O nome do festival rende homenagem a Miguel Torga, escritor e dramaturgo ligado à região transmontana. Segundo Tiago Pires, a escolha reflete uma referência cultural próxima do território e do seu simbolismo.
Para esta edição, o cartaz integra companhias como a Ajidanha Teatro, o Chapitô ou a Yllana Teatro Madrid, além de várias produções do próprio Teatro Artístico Mondinense. A diversidade de linguagens é assumida como parte da identidade do festival. «Queremos diferentes formas de fazer teatro, mas sempre com qualidade artística», refere.
Entre as produções locais destaca-se “A Loja dos Suicídios”, nova criação do TAM que terá várias apresentações ao longo do mês. Três sessões já se encontram esgotadas. A peça “Três Marias”, também do grupo mondinense, integra igualmente a programação.
Forte ligação à comunidade
O Teatro Artístico Mondinense mantém uma escola de teatro para crianças e adultos, fator que, segundo a organização, contribui para a forte adesão do público. «Há uma ligação muito grande entre o TAM e a comunidade. Muitas famílias têm alguém ligado ao teatro», justifica Tiago Pires.
Este responsável destaca ainda que o público local está habituado a assistir a espetáculos regulares ao longo do ano, o que se reflete na procura pelas sessões do festival. «Temos facilidade em esgotar salas de teatro, algo que nem sempre acontece noutras áreas culturais», observa.
A realização do festival conta com o apoio do município mondinense, da freguesia e de parceiros locais. De acordo com o diretor artístico, estas parcerias são essenciais para garantir a continuidade do projeto. «Sem estes apoios seria impossível manter a qualidade e a dimensão do festival», diz.
Apesar de decorrer fora dos grandes centros urbanos, este responsável considera que Mondim de Basto reúne condições técnicas e logísticas para receber companhias nacionais e estrangeiras.
A organização pretende reforçar nas próximas edições parcerias com estruturas nacionais e internacionais, apostando em coproduções e residências artísticas. A expectativa para este ano mantém-se alinhada com edições anteriores: salas cheias e forte participação do público.
Tiago Pires deixa um convite à comunidade das Terras de Basto: «Aproveitem esta oportunidade de ver bons espetáculos e valorizem aquilo que temos no Interior».
Os bilhetes para as sessões ainda disponíveis podem ser adquiridos através da plataforma “Ticketline”.








