Um grupo de deputados eleitos pelo Partido Socialista deverá visitar em breve o Aterro Sanitário de Codeçoso, em Celorico de Basto, para confirmar no local as denúncias sobre o seu funcionamento que recentemente lhe foram dadas a conhecer por uma associação de moradores desta freguesia e pelo líder da oposição no executivo municipal.
Este foi o compromisso que assumiram durante a audiência que concederam recentemente ao grupo celoricense, em que «tomaram boa nota das informações transmitidas» e em que assumiram o compromisso de analisar «todas as questões relacionadas com o licenciamento do aterro, bem como o cumprimento das obrigações legais e ambientais».
«Em cima da mesa estiveram as preocupações relacionadas com o aterro sanitário intermunicipal de Codeçoso, que viu aprovada pelo executivo municipal uma proposta de “otimização” que, para oposição e moradores, não é mais do que um aumento da sua volumetria e capacidade para receber resíduos», afirma-se numa nota enviada ao Terras de Basto pelo grupo parlamentar do PS.
A nota adianta ainda, citando o vereador Eugénio Carvalho, que liderou a coligação “Juntos por Celorico”, que o aterro «poderá receber 315.563 toneladas de resíduos, o que suscita preocupações ambientais e de saúde pública, para além de questões de transparência política».
Na circunstância, Carvalho transmitiu aos deputados socialistas a sua «apreensão sobre a “inexistência de relatórios públicos anuais sobre a exploração”», bem como sobre o «“impacto ambiental continuado, nomeadamente ao nível da gestão de lixiviados e da emissão de odores, com prejuízo direto para a qualidade de vida das populações”».
A audiência ao grupo celoricense registou a participação dos deputados eleitos pelo Círculo de Braga Irene Costa e Hernâni Loureiro e Pedro Vaz, este último como coordenador do grupo parlamentar socialista na Comissão de Ambiente e Energia.






