Luís Carlos Amaral, enquanto coordenador de uma obra que escreveu com Patrícia Costa e José Marques, apresentou esta sexta-feira (21), em Cabeceiras de Basto, “Frei Geraldo Coelho Dias, OSB (1934-2023): monge beneditino, presbítero e multifacetado historiador”.
Começou por apresentar as quatro partes distintas que compõem a publicação, considerando-a «um extraordinário testemunho do trabalho de Frei Geraldo» e da sua «dedicação à comunidade».
Manifestando publicamente «amizade e gratidão» ao monge beneditino, espelhadas nesta obra, Luís Carlos Amaral felicitou a autarquia cabeceirense «pela forma como recebeu e organizou a biblioteca pessoal» do historiador no Centro de Estudos Beneditinos, a quem o próprio monge dá nome, concluindo que «a melhor homenagem que se pode fazer a Frei Geraldo é que se continue a estudar e a trabalhar».
A apresentação decorreu no Espaço Ilídio dos Santos dos claustros do Mosteiro de Refojos e nela participaram autarcas e público interessado, entre eles o presidente da câmara, que, tendo usado da palavra, lembrou Frei Geraldo como «uma figura cuja vida, pensamento e generosidade deixaram uma marca indelével em Cabeceiras de Basto e em todos aqueles que tiveram o privilégio de o conhecer».
«Hoje, não apresentamos apenas um livro. Apresentamos uma memória viva, uma história feita de dedicação, de serviço à Cultura e à Igreja, e também de uma humanidade rara, daquelas que permanecem muito para além do tempo físico. Frei Geraldo foi, sem dúvida, um investigador brilhante, um professor respeitado, um beneditino comprometido com o rigor e com a verdade histórica», comentou Manuel António Teixeira.
Cabeceiras de Basto preserva parte da biblioteca pessoal de Frei Geraldo, com mais de 9.500 publicações, doados generosamente ao Centro de Estudos Beneditinos.
«Ver esta biblioteca instalada na antiga livraria monástica, agora Centro de Estudos Beneditinos Prof. Doutor Frei Geraldo Coelho Dias, é mais do que uma homenagem», sublinhou ainda o autarca, realçando a atribuição, em 2021, da medalha de ouro de Mérito Público ao monge beneditino.
Deixando um agradecimento público a todos os envolvidos na concretização da obra, o presidente da câmara reconheceu ainda «a sensibilidade, dedicação e generosidade» com que Luís Carlos Amaral abraçou este projeto. «Cabeceiras de Basto continuará a honrar a sua memória, não apenas com obras e eventos, mas com um compromisso diário de valorização do património, da cultura, da educação e da identidade que tanto prezou», garantiu.














