A eventual instalação de parquímetros na Avenida Capitão Elísio de Azevedo, a principal artéria da vila do Arco de Baúlhe, em Cabeceiras de Basto, é uma das propostas que o presidente da câmara vai levar esta sexta-feira (10) à localidade, soube o Terras de Basto.
De acordo com fonte autárquica, Manuel Teixeira tem a intenção de apresentar esta intenção como «um projeto-piloto» para tentar menorizar o problema do parqueamento automóvel no centro da vila, que está a afetar sobremaneira o comércio instalado nesta avenida.
A intenção de instalar parquímetros naquela rua, «em projeto-piloto», foi já dada a conhecer à autarquia local, tendo sido uma das ideias apresentadas ao presidente da Junta da União de Freguesias de Arco de Baúlhe e Vila Nune, Carlos Teixeira.
A intenção – que tem o objetivo de obrigar à rotação do parqueamento, limitando a ocupação dos espaços disponíveis ao longo da avenida — será apresentada publicamente numa «sessão de esclarecimento» que o presidente da câmara se propõe fazer, a partir das 21h30, na Casa do Povo, iniciativa que está a ser profusamente divulgada pelo município desde há dias, incluindo a distribuição de panfletos porta-a-porta em toda a localidade.
Além dos parquímetros, Manuel Teixeira vai ainda propor a abertura da Praça Adriano Valente – no coração da vila – ao estacionamento privativo dos comerciantes locais, com acesso controlado por meios mecânicos.
Contra a instalação de parquímetros e do estacionamento na “praça vermelha”, a autarquia local – sabe este jornal – propõe à câmara «a aquisição de um terreno, disponível a meio da avenida, onde poderão ser criadas mais de duas dezenas de lugares de estacionamento», o que, em sua opinião, iria «reduzir consideravelmente o problema».
A par das questões do parqueamento automóvel, o presidente da câmara de Cabeceiras de Basto vai levar à sua «sessão de esclarecimento» assuntos como as obras de adaptação do edifício da Escola Primária da Serra, já adjudicada à empresa “Tree Civil, L.da” (Paços de Ferreira) por cerca de um milhão de euros para criação de alojamento temporário.
O concurso público promovido para este efeito regista a particularidade de a ele se terem apresentado três empresas, duas das quais não formularam proposta «por a mesma ultrapassar o preço-base», como foi o caso da “Bernardino Teixeira, L.da” e a “Sá Machado, L.da”.
À «sessão de esclarecimento», Manuel Teixeira vai levar igualmente informação sobre a empreitada de reabilitação do Centro de Saúde do Arco de Baúlhe, uma obra enquadrada – tal co a dos serviços de saúde da vila-sede – no contrato de transferência de competências da administração central para a autarquia municipal.
Esta é a primeira vez que o município vai prestar informação sobre a obra em causa, sendo certo que nem os próprios profissionais daquela entidade de saúde sabem o que lá vai acontecer, nem os constrangimentos a que vão ser sujeitos. [JPM].





