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“A Felicidade Perdida” levou entremezes ao Favo das Artes

O auditório do Favo das Artes, em Mondim de Basto, recebeu a 7 de fevereiro a apresentação do entremês “A Felicidade Perdida”, interpretado pelo Rancho Folclórico de Santa Luzia de Vilar de Viando. A iniciativa interessou a público de várias idades, confirmando o papel das associações locais na dinamização cultural do concelho.

Ana Margarida Pereira

A sala encheu-se cedo, sSendo evidente a expectativa das estreias comunitárias, a sala encheu-se cedo e o público aguardou enquanto decorriam os últimos preparativos em palco, num clima de proximidade entre intérpretes e espectadores.

O espetáculo desenvolveu-se em quadros sucessivos, próximos dos tradicionais entremezes, com humor baseado em situações do quotidiano e em personagens reconhecíveis do imaginário popular. Ao longo da representação, surgiram figuras inspiradas na vida comunitária, como o homem do campo, a personagem idosa com a sua bengala, a jovem em conflito com as expectativas sociais e as referências ao universo religioso.

A encenação apostou na simplicidade cénica, com poucos adereços e figurinos marcados, como chapéus, bengalas e trajes simbólicos, que ajudaram a caracterizar rapidamente cada papel. O ritmo das entradas e saídas de cena manteve a atenção da plateia, que respondeu com gargalhadas e aplausos espontâneos.

A música também marcou presença, com momentos acompanhados por acordeões que reforçaram a ligação ao universo etnográfico do grupo. Entre os quadros apresentados destacou-se a entrada de uma figura associada ao imaginário do “diabo”, contrastada mais tarde com a presença de uma criança vestida de anjo, criando um momento visual distinto ao longo da narrativa.

“A Felicidade Perdida” destacou-se pelo carácter coletivo do elenco. Sem protagonistas isolados, os intérpretes dividiram o protagonismo em cenas corais e diálogos rápidos, privilegiando a expressividade corporal e a interação direta com o público.

Entre as várias situações apresentadas, um dos momentos mais marcantes foi a entrada de uma noiva em palco, que trouxe uma mudança de tom à narrativa e reforçou as referências aos rituais sociais e à vida comunitária. A proximidade entre palco e plateia contribuiu para um ambiente familiar, típico das produções associativas que continuam a marcar presença nas Terras de Basto.

Nos momentos finais, o elenco reuniu-se em palco para um desfecho conjunto, encerrando a apresentação sob aplausos prolongados. Já depois da última cena, uma porta-voz do grupo dirigiu-se ao público para agradecer a presença: «Obrigada a todos por estarem presentes. Estávamos um bocado nervosos, pois foi a primeira vez que estreamos a peça. Espero mesmo, de coração, que tenham gostado», afirmou.

A iniciativa evidenciou o trabalho do Rancho Folclórico de Santa Luzia de Vilar de Viando na promoção de atividades culturais, numa noite que voltou a reunir comunidade e tradição no Favo das Artes.

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