A cooperativa “Basto Vida”, de Cabeceiras de Basto, espera concluir esta semana «os procedimentos bancários indispensáveis ao pagamento de salários», assim normalizando a sua atividade administrativa. A afirmação é feita num comunicado conjunto com a presidência da câmara municipal, o cooperante detentor da maioria do capital, a quem compete indicar estatutariamente o presidente da direção.
Tal como o Terras de Basto havia noticiado, o atraso no pagamento dos salários relativamente à data habitualmente praticada na instituição – dia 20 de cada mês – era justificado com a burocracia inerente à mudança de direção e à recomposição da assembleia geral demissionária.
Neste comunicado, as duas entidades historiam o processo decorrente da transferência do poder municipal, lembrando-se que o novo executivo iniciou funções a 25 de outubro e que, logo no primeiro dia útil seguinte, quis «reunir de imediato com a então presidente da “Basto Vida”», «para procurar solucionar a paralisação da Unidade de Cuidados Continuados».
«A reunião só ocorreu a 30 de outubro, momento em que fomos confrontados com obras paradas e com o pedido de demissão verbal da senhora presidente; agimos de imediato: desbloqueámos o arranque das obras – previstas para duas semanas, mas concluídas em apenas uma –, e no primeiro fim-de-semana de novembro encontrámos um nome para assumir a presidência da direção da “Basto Vida”», explica-se.
Tendo obtido o aval antecipado, de forma verbal, dos vereadores na oposição para a nomeação de China Pereira como dirigente máximo da instituição, a formalização oficial só pôde acontecer na reunião da câmara de 14 de novembro, impondo-se ainda a sua validação em assembleia geral da régie-cooperativa.
«A situação era especialmente delicada porque parte dos órgãos sociais estava demissionária e não existiam cooperantes suficientes para substituição, deixando a “Basto Vida” praticamente bloqueada; sem mesa da assembleia geral em funções, não era possível validar a nova indicação do Município», lembram, salientando que só podem fazer parte dos órgãos sociais os cooperantes.
«Sensibilizámos os elementos demissionários para a importância de manter a instituição a funcionar e, assim, foi possível realizar a assembleia geral dentro dos prazos mínimos legais – a 20 de novembro – permitindo, desta forma, avançar com os procedimentos bancários indispensáveis ao pagamento de salários, processo que esperamos concluir esta semana», afirma.
De acordo com a “Basto Vida”, toda a situação foi explicada aos funcionários, «que demonstraram total compreensão», tendo sido encontradas soluções provisórias legais para quem tinha obrigações urgentes.
A cooperativa e a sua tutela lamentam, assim, «a divulgação de informações deturpadas, que não refletem o trabalho sério e dedicado» que diz estarem a desenvolver «para garantir a operacionalidade» da instituição.
«Estamos e sempre estaremos disponíveis para garantir a total transparência da gestão do município, tanto aos munícipes, bem como a todos os órgãos de comunicação social que queiram aferir a veracidade das suas notícias com todas as partes envolvidas», reafirmam.






