Segunda-feira, Março 2, 2026
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Feira de Cabeceiras: coligação também defende ocupação do espaço usado pelos bombeiros

Está a subir de tom a polémica entre a Câmara de Cabeceiras de Basto e os Bombeiros Cabeceirenses por causa de uma anunciada reorganização de espaços da feira semanal. Conforme é público, a concentração do certame exclusivamente no Campo do Seco – anunciada sem qualquer diálogo com as partes – foi aprovada esta sexta-feira, com a abstenção dos vereadores socialistas e o voto contrário dos representantes do movimento cívico “Servir Cabeceiras”.

Depois de toda a oposição ter vindo a público denunciar a forma como a decisão foi tomada e o facto de não terem sido salvaguardados os interesses dos bombeiros – concretamente, na ocupação do espaço fronteiro ao quartel para manobra e eventual parqueamento das viaturas de socorro — a coligação que sustenta a minoritária presidência do executivo decidiu este domingo (1) sair em defesa daquela intenção.

Em comunicado no “Facebook”, a coligação PSD/CDS opta pela acusação de que se está perante uma «tentativa de transformar uma instituição tão respeitada numa ferramenta de combate político», considerando que «os bombeiros merecem respeito permanente», ou seja, «a não instrumentalização sazonal ao serviço de quem apenas os recorda quando precisa de criar ruído».

Sociais-democratas e centristas dizem que o processo de reorganização da feira semanal «foi conduzido com total transparência», tendo-se realizado uma sessão pública, depois de tomada a decisão, que – garantem – «foi devidamente fundamentada».

A coligação “Fazer Diferente” refere-se, neste contexto, a uma reunião do presidente da câmara com o presidente da direção dos bombeiros, em que diz ter sido garantido que «a operacionalidade da corporação nunca estaria em causa» e em que «solicitou expressamente que a própria associação [humanitária] indicasse quantos lugares de estacionamento considera necessários para que o município proceda à respetiva proibição de estacionamento em frente do quartel». «Esta decisão foi deliberadamente colocada nas mãos da própria direção», diz.

Os partidos que suportam a presidência de Manuel Teixeira dizem ainda ter sido assegurado «que a GNR e a Polícia Municipal garantirão, sempre que necessário, o encerramento temporário da via adjacente, permitindo o acesso imediato e desimpedido das viaturas de emergência».

«Perante estes factos, qualquer narrativa que insinue risco para o socorro não corresponde à verdade; o que não pode ser tolerado é a tentativa de transformar uma instituição tão respeitada numa ferramenta de combate político», conclui, sublinhando que não vai «ceder à desinformação» e que não vai «hesitar perante o oportunismo».

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