Segunda-feira, Março 2, 2026
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Feira de Cabeceiras: apenas Barreto e Sousa votaram contra proposta de reorganização

Os dois vereadores eleitos pelo movimento cívico “Servir Cabeceiras” foram os únicos que se opuseram à proposta de reorganização da feira semanal de Cabeceiras de Basto levada pela presidência à reunião do executivo de sexta-feira (27).

Além de discordarem «da forma como o processo foi conduzido, sem estudo prévio, sem auscultação séria e sem a procura de consensos», os dois eleitos – Joaquim Barreto e Pedro Sousa – justificaram a votação contrária com a afirmação de que «retirar ou condicionar áreas operacionais essenciais coloca em causa a eficácia do socorro e a segurança das populações» por parte dos Bombeiros Cabeceirenses.

«Os bombeiros precisam de espaço para ambulâncias, viaturas de emergência e apoio às vítimas; a proteção de pessoas e bens não pode ser secundarizada», insistem.

Para os dois autarcas independentes, a forma como todo este processo foi conduzido — que levou já a uma tomada de posição pública da direção da associação humanitária, que contesta a proposta — «pode trazer consequências negativas para feirantes, comerciantes, residentes das zonas envolventes e para a população em geral».

«Por responsabilidade institucional, pelo respeito devido à comunidade e em defesa de uma participação democrática efetiva», os dois vereadores votaram contra a proposta, que, entre outras alterações, concentra a feira exclusivamente no Campo do Seco, ocupando com a chamada “carreira”, que passará a abrigar-se debaixo de tendas montadas pelo município, o espaço frontal ao quartel dos bombeiros.

Além desta questão considerada relevante – e que motivou já a tomada de posição de todos os intervenientes políticos – Joaquim Barreto e Pedro Sousa acusam o presidente da câmara de ter avançado com a decisão «sem o necessário diálogo com feirantes, comerciantes, moradores, autarcas e vereadores».

Aliás, o facto de ter levado a proposta ao conhecimento do auditório da Casa do Tempo sem que alguma vez a tivesse apresentado à vereação foi invocado por Joaquim Barreto na reunião do executivo de sexta-feira (27), o que obrigou Manuel Teixeira a pedir-lhe desculpa duas vezes.

A decisão – lembram os dois vereadores independentes – tem impacto direto na economia local e na vida de tantas famílias e, como tal, «não pode ser tomada de forma fechada, nem comunicada como um facto consumado». «Governar é ouvir primeiro e decidir depois, com responsabilidade e transparência», enfatizou Barreto.

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