O presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto está convicto de que, para lá do lado ornamental e identitário, a camélia tem em si grandes potencialidades que a podem tornar num «excelente produto económico». Fala do seu potencial para a cosmética ou dermofarmácia, tal como lembra que as flores e as folhas podem ser incorporadas em produtos alimentares ou cosméticos. Diz que é essa visão estratégica que está a ser trabalhada.
P. A camélia pode ser, em si, um interessante produto económico?
R. Sim, é precisamente essa a visão estratégica que estamos a desenvolver, a camélia pode ser um excelente produto económico, muito para além da sua venda como planta ornamental.
As sementes, por exemplo, podem ser usadas para produzir óleo de camélia, com elevado potencial na cosmética e na dermofarmácia, e as flores e folhas podem ser incorporadas em produtos alimentares e em cosméticos, aproveitando as suas propriedades. Adicionalmente pode ter base para as indústrias criativas, o “merchandising” e a programação cultural.
Se a camélia reúne em si uma riqueza tão grande, no âmbito deste projeto faz todo o sentido trabalhar estes subprodutos, porque, ao estruturarmos um “cluster” associado a este ativo identitário, estamos a transformar património natural e cultural em desenvolvimento económico qualificado, reforçando a identidade e criando novas oportunidades para empresas, empreendedores e comunidade local.
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[Leia esta entrevista na íntegra na edição impressa do Terras de Basto n.º 43, de 5 de março de 2026]





