Terça-feira, Março 10, 2026
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Socialistas das Terras de Basto contra «propaganda» sobre a Variante do Tâmega

Os socialistas das Terras de Basto consideram que o recente anúncio feito pelos presidentes sociais-democratas de Celorico de Basto, Cabeceiras de Basto e Mondim de Basto relativo à alegada conclusão da Variante do Tâmega representa «um exercício evidente de propaganda política e de apropriação indevida de uma decisão que já estava tomada no quadro do planeamento nacional».

Em comunicado conjunto, as três estruturas concelhias do PS implicadas neste assunto dizem que o que os autarcas do PSD tentaram apresentar «como uma grande conquista política do momento» não passa do desenvolvimento de uma obra que «já se encontrava prevista no Plano Nacional de Investimentos 2030», aprovado em dezembro de 2023, em que a conclusão da Variante do Tâmega surge integrada no programa de construção de ligações rodoviárias em falta, como investimento estratégico para o país e para a região».

Os factos são claros – dizem – a obra não nasceu agora, não foi inventada numa reunião de circunstância e não resultou de nenhuma súbita iluminação dos autarcas do PSD.

«A obra já estava definida, enquadrada e assumida pelo Estado Português. O que agora foi anunciado corresponde apenas ao avanço de uma etapa administrativa, no caso o lançamento do concurso para o projeto de execução, e não a qualquer novidade política que justifique a encenação pública a que assistimos», dizem, numa nota enviada ao Terras de Basto a partir do PS/Celorico de Basto.

Para provar o que afirmam, as estruturas socialistas partilham a ficha oficial do projeto constante do Plano Nacional de Investimentos 2030. «Quem quiser confirmar os factos pode consultar os documentos oficiais do Governo e da “Infraestruturas de Portugal”, nos seguintes links: https://www.infraestruturasdeportugal.pt/pt-pt/infraestruturas/investimentos/programas/planos-estrategicos/pni2030 e https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/noticia?i=governo-aprova-versao-final-do-programa-nacional-de-investimentos-para-a-decada-de-2021-a-2030», sugerem.

«Importa dizer com frontalidade: aquilo a que assistimos foi mais um número de propaganda de autarcas que procuraram colher louros políticos de uma decisão tomada muito antes deste repentino entusiasmo mediático», reafirmam, reiterando que, «se só agora dizem ver “luz ao fundo do túnel”, então isso só pode significar uma de duas coisas: ou andaram distraídos durante demasiado tempo ou estão simplesmente a tentar reescrever a verdade para efeitos de promoção política».

«O Partido Socialista não aceita esta desonestidade política. As populações das Terras de Basto merecem a Variante do Tâmega, mas merecem também respeito pela inteligência coletiva e pela verdade dos factos. Não é aceitável transformar o cumprimento de um plano estratégico nacional numa operação de “marketing” político local», dizem.

Para Eugénio Carvalho (Celorico de Basto), Carla Lousada (Cabeceiras de Basto) e Nuno Lage (Mondim de Basto), o que se exige aos autarcas em funções não é que apareçam a anunciar como “conquista” aquilo que já estava previsto e aprovado, «o que se exige é trabalho sério, acompanhamento permanente do processo, pressão institucional junto do Governo e da “Infraestruturas de Portugal” e capacidade para garantir que a execução da obra decorre dentro dos prazos estabelecidos e com a ambição que a região merece».

As estruturas do PS das Terras de Basto reafirmam, assim, duas posições muito claras: apoiam sem reservas a conclusão da Variante do Tâmega, por a considerarem «essencial à mobilidade, à competitividade económica e à coesão territorial da região»; mas rejeitam, com a mesma firmeza, «a tentativa de manipular politicamente» uma obra que dizem já estar inscrita nas prioridades nacionais.

«A verdade é simples: menos encenação, menos euforia fabricada e menos propaganda. Mais rigor, mais seriedade e mais compromisso com a execução efetiva da obra. As populações das Terras de Basto não precisam de números artísticos. Precisam de obra feita», concluem.

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