Quarta-feira, Março 11, 2026
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Cabeceiras estima estragos do mau-tempo em mais de oito milhões

Ultrapassa os oito milhões de euros a estimativa dos prejuízos causados pelo comboio de tempestades de janeiro e fevereiro no concelho de Cabeceiras de Basto, uma estimativa feita pelo município e a que o Terras de Basto teve agora acesso.

De acordo com o documento – a remeter à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte – o valor estimado de 8.214.202,50 euros baseia-se em vistorias técnicas municipais, em orçamentos para trabalhos de idêntica tipologia e nos valores médios de mercado.

No conjunto das cerca de três dezenas de ocorrências identificadas ganha preponderância o movimento de massas registado nas imediações da praça da portagem da A7, no Arco de Baúlhe, uma intervenção que – segundo o presidente da câmara – foi já assumida pela concessionária da autoestrada, mas cujo custo é estimado em quatro milhões e meio de euros.

Localizada na Rua dos Covelos, esta ocorrência provocou, de acordo com a descrição que é feita no documento, «graves danos em três habitações e em campos agrícolas», bem como nas redes elétrica, de água e de saneamento.

Na identificação dos principais estragos evidenciam-se as infiltrações em vários edifícios municipais ou da administração central, como por exemplo o próprio quarteirão do Mosteiro de Refojos que acolhe os Paços do Concelho, cuja reparação está estimada em 689 mil euros, ou a Casa do Barão, edifício que já carecia de obras urgentes e onde a água voltou agora a provocar estragos, cuja obra poderá custar algo aproximado dos 508.800 euros, como é referido.

Nesta lista de ocorrências ganha também destaque o colapso de um muro da Rua de Alvite, na freguesia homónima, a que a câmara atribui a «função de vedação/suporte», e cuja reabilitação – a bem dizer, a sua construção de origem, para lá dos 15m de comprimento e dos 5 de altura que ruíram – é estimada em 135 mil euros. Recorde-se que a construção original deste muro, concluída há poucos meses, algum tempo antes das eleições autárquicas de outubro, custou ao erário municipal 22 mil e 400 euros.

Pela estimativa de custos, ganham ainda relevo nesta lista feita pelos serviços municipais alguns equipamentos públicos como a Unidade de Internamento de Cabeceiras de Basto (424.000 euros), a Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Média Duração e Reabilitação (127.200 euros), o Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe (237.440 euros), e a Casa da Urtigueira (159.000 euros).

A par do Centro Hípico de Vinha de Mouros – que acolhe agora o Centro de Dia da Associação de Defesa dos Interesses de Basto (ADIB) e cujos estragos estão estimados em 402.800 euros – , sobressaem as ocorrências verificadas no edifício da Escola Básica Joaquim Santos (371.000 euros), bem como a reconstrução do muro de suporte ao adro da igreja matriz de Arco de Baúlhe (112.500 euros).

A estas estimativas juntam-se muitas outras, de mais reduzida monta, referentes essencialmente a estragos na rede viária, muito em particular a deslizes de terras e de muros de suporte.

Recorde-se que o Governo aprovou um decreto-lei que alargou a todo o país a aplicação dos apoios aos estragos provocados pelas várias tempestades que afetaram Portugal entre janeiro e fevereiro. «Se têm o mesmo tipo de danos ligados ao mesmo tipo de eventos, merecem o mesmo tipo de apoios. A lógica é essa. Não há novo apoio. [A medida] É apenas de extensão territorial. São o mesmo tipo de apoios. É um procedimento adicional para adicionar território», justificou então o ministro da Presidência. [JPM].

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