Domingo, Novembro 30, 2025
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Cabeceiras: diretor de jornal para-oficial alimenta zanga entre socialistas

A indicação do nome de João Pacheco para diretor do jornal para-oficial do PS/Cabeceiras de Basto – já tornado público pela presidente da direção da entidade proprietária, filha do líder desta estrutura partidária – está a provocar desagrado junto de alguns dos fundadores e de colaboradores do periódico.

Em contacto com o Terras de Basto, dois dos fundadores do “Ecos de Basto” sublinham o facto de «não terem sido ouvidos nem informados» sobre o processo de escolha do sucessor de José Gonçalves Lopes, tendo-lhe sido «imposto», «contra os mais básicos princípios democráticos», o nome daquele jovem.

Os dois interessados em causa – que pedem o anonimato, «por razões óbvias» — afirmam que esta é «uma escolha exclusiva» da filha do dirigente socialista local, refletindo apenas «os interesses de um pequeno grupo, familiar, interessado em manter-se no domínio do PS/Cabeceiras, seja através do pai, seja através da filha».

Em causa está, assim, Ana Isabel Basto, que preside à Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto (ADIB), uma “ipss” proprietária do jornal e de um centro de dia para a terceira idade, e o seu pai, o vereador Fernando Basto, que liderou a estratégia socialista na recente derrota eleitoral, que circunscreve agora o PS a dois eleitos no executivo.

Na intenção de continuar a dominar a estrutura socialista cabeceirense, aos dois familiares junta-se o jovem namorado de Ana Isabel Basto, agora colaborador do jornal, gestor das suas redes sociais, bem assim como alguns dos designados “socialistas de Guimarães”, liderados pelo empresário Joaquim Teixeira, de que emerge o próprio João Pacheco.

Pacheco, com formação académica na área da Comunicação, militou ativamente na JS e no PS cabeceirense, sendo um dos jovens protegidos do histórico Joaquim Barreto, tendo-se afastado da estrutura partidária concelhia em rutura com o então deputado, num dos processos mais feios da política local.

Neste contexto merece referência a recente demissão de diretor-adjunto da mesma publicação do jovem estudante Vicente Castro, que, tempos depois de ter manifestado público regozijo pelo seu ingresso na redação, anunciou a saída «com toda a pompa».

Embora não tenha assumido então, o Terras de Basto sabe que a demissão deste jovem foi o resultado das desavenças no seio da JS local – que, através do namorado, a filha de Fernando Basto pretende ainda dominar –, de acordo com as quais se sentiu preterido, por exemplo na representação cabeceirense junto da comissão organizadora do respetivo congresso.

Foi igualmente neste contexto que a presidente da própria JS se demitiu de funções, há dias, uma semana depois de ter sido reeleita para o cargo, alegadamente por falta de solidariedade da própria equipa. Por outras palavras, porque Ana Isabel Basto, através do namorado, lhe impôs o nome de um outro jovem – filho de uma técnica com preponderância na tecnoestrutura municipal – como representante cabeceirense na “coc” do congresso juvenil. [JPM].

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