O Município de Mondim de Basto apresenta publicamente a 19 de abril um novo miradouro das Fisgas de Ermelo, quedas de água localizadas no rio Olo, com 400 metros de desnível e consideradas das maiores da Península Ibérica.
«Iremos ter brevemente disponível uma nova plataforma de visitação das Fisgas de Ermelo. O miradouro irá ter condições não só de melhor acessibilidade (…), mas acima de tudo será um espaço de visitação em segurança», anunciou o presidente da Câmara, Bruno Ferreira.
Para melhorar as condições de visita a este miradouro natural, o município avançou com a polémica construção de um acesso pedonal e um passadiço, projeto que sofreu atrasos devido à falência da empresa responsável pela construção da plataforma.
A inauguração – marcada para 19 de abril, ao contrário do veiculado por alguns órgãos de comunicação social – vai coincidir com a realização de um “trail” que anualmente atrai cerca de mil participantes a esta área do Parque Natural do Alvão, sendo, nesse dia, lançada igualmente uma campanha de promoção desta área protegida, para mostrar que o «Alvão continua verde», depois dos incêndios que o afetaram no último verão.
O autarca mondinense diz acreditar que a nova plataforma será mais um motivo de atração turística ao Alvão e salienta que, com esta intervenção, o espaço fica também acessível a pessoas com mobilidade reduzida.
«Tivemos a infelicidade de a empresa que estava responsável pela construção da plataforma ter ido à falência. Portanto, todo o procedimento para que o município pudesse assegurar a concretização da obra foi moroso», justificou Bruno Ferreira.
Tal como o Terras de Basto então deu conta, o novo acesso e o passadiço foram criticados pela oposição municipal e por alguns cidadãos locais, que consideraram a obra megalómana, desnecessária e com impacto na paisagem, apontando ainda ao uso de alguns materiais como o betão e o granito numa área tão sensível como o Parque Natural.
«No âmbito da validação do projeto, tivemos em consideração que todos os materiais fossem passíveis de remoção e, acima de tudo, que fossem também de acordo com as exigências do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), refere agora Bruno Ferreira, que – citado pela agência Lusa – garante que todas as regras «estão cumpridas».
O projeto foi aprovado pelo ICNF, que gere o Parque Natural e que, em dezembro de 2024, anunciou ter emitido um parecer final sobre o projeto em 2023 que contempla «a utilização de estruturas de suporte do passadiço, em betão, pousadas sobre o afloramento rochoso, sem qualquer tipo de fixação, de forma a garantir a sua preservação».
O ICNF explicou que a proposta apresentada para o acesso pedonal ao miradouro contempla a instalação de uma plataforma amovível, sem elementos de fixação ao solo, com proteção do afloramento rochoso por borracha “neoprene”, permitindo, por um lado, ordenar e orientar a visitação das pessoas através do passadiço e miradouro, minimizando o impacto do pisoteio na área envolvente, contribuindo simultaneamente para o aumento da segurança das pessoas e garantindo também o acesso ao miradouro por pessoas com mobilidade condicionada.
Em 2024, abriu ao público o Centro Interpretativo das Fisgas de Ermelo, a cerca de um quilómetro de distância do miradouro, que funciona como uma espécie de entrada nesta área protegida que se estende pelos concelhos de Mondim de Basto e de Vila Real. [Com agência Lusa].







