Terça-feira, Maio 5, 2026
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Unidade de Internamento de Cabeceiras: edifício sem dono e quartos fechados

A Unidade de Internamento de Cabeceiras de Basto – a única nas Terras de Basto – não está incluída na empreitada de requalificação do Centro de Saúde, apesar do estado «muito crítico» em que se encontra o edifício.

Fisicamente anexo ao Centro de Saúde – que entrou em obras nestes dias, depois do ato de consignação – aquele imóvel acusa os efeitos da idade, mas sobretudo das evidentes infiltrações da água da chuva, que o tem deixado em muito mau-estado.

«Neste momento, só temos um quarto de duas camas fechado, porque não tem mesmo condições para ser usado; mas foram vários os que, no tempo mais chuvoso, estiveram impedidos; nalguns dos mais afetados tivemos de andar a cobrir as camas e os equipamentos com toldes de plástico para poderem acolher pessoas», contou ao Terras de Basto um profissional deste serviço de saúde.

«A Unidade de Internamento não é nossa. A Unidade Local de Saúde do Alto Ave diz que a ARS diz que é nossa. Mas não temos nenhum documento a dizer que é nossa», justifica-se, numa posição puramente legalista, o presidente da câmara, admitindo mesmo que a autarquia já tem feito «muitas obras que não devia ter feito sem essa confirmação».

Manuel Teixeira diz que, de qualquer das formas, o procedimento legal que sustenta a empreitada que vai reabilitar agora o Centro de Saúde já não contemplava a Unidade de Internamento e que as obras urgentes só acontecerão depois de arrumado o processo burocrático que deixou o edifício sem dono legal.

O assunto – levado à última reunião do executivo municipal pelo vereador Joaquim Barreto, que procurou sensibilizar o atual titular da presidência para a importância atual e histórica daquele serviço de saúde – é consequente do processo de transferência de competências na área da saúde da Administração Central para a Câmara de Cabeceiras de Basto, cujo contrato foi assinado a 1 de abril de 2022.

«O Município não pode intervir em edifícios que não sejam seus, a não ser mediante um protocolo; agora vamos atrás do protocolo que diz que o edifício é nosso», justifica-se Manuel Teixeira, sem referir que, conforme comentou a este jornal outra fonte interessada, «na melhor das hipóteses, nem daqui a meio ano é possível fazer as obras, tão urgentes».

[LEIA ESTE TEXTO NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO TERRAS DE BASTO DE 30 DE ABRIL DE 2026].

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