{"id":5511,"date":"2026-02-22T01:09:31","date_gmt":"2026-02-22T01:09:31","guid":{"rendered":"https:\/\/terrasdebasto.pt\/?p=5511"},"modified":"2026-02-22T01:09:32","modified_gmt":"2026-02-22T01:09:32","slug":"leonor-vaz-de-carvalho-na-biblioteca-de-mondim-de-basto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terrasdebasto.pt\/?p=5511","title":{"rendered":"Leonor Vaz de Carvalho na Biblioteca de Mondim de Basto"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leonor Vaz de Carvalho tem patente ao p\u00fablico, at\u00e9 6 de mar\u00e7o, na Biblioteca Municipal de Mondim de Basto, a exposi\u00e7\u00e3o de pintura \u201cPor Poisos d\u2019\u00c1guias\u201d. Autodidata, com um percurso marcado pela rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com a paisagem, a mem\u00f3ria e o mundo rural, a artista fala ao Terras de Basto sobre a origem da cole\u00e7\u00e3o, o seu processo criativo e a import\u00e2ncia de levar a arte contempor\u00e2nea ao Interior.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ana Margarida Pereira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. \u201cPor Poisos D\u2019\u00c1guias\u201d\u2026 O que significa e como surge enquanto ideia art\u00edstica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> O t\u00edtulo \u00e9 uma cita\u00e7\u00e3o de um dos mais belos poemas do meu pai, perdoe-me a imod\u00e9stia. \u00c9 uma homenagem que lhe fa\u00e7o, uma vez mais, ao homem para quem as serras e as cumeadas eram a grande fonte de inspira\u00e7\u00e3o e onde se encontrava consigo mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. A cole\u00e7\u00e3o nasce de um lugar concreto, f\u00edsico ou simb\u00f3lico? H\u00e1 um territ\u00f3rio, uma mem\u00f3ria ou uma paisagem que lhe esteja subjacente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> H\u00e1 Tr\u00e1s-os-Montes, com certeza. A minha terra, com as mem\u00f3rias, as gentes e as paisagens, para onde sempre desejei voltar, depois de tr\u00eas d\u00e9cadas de aus\u00eancia e saudade a viver em Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. O que \u00e9 poss\u00edvel encontrar ao entrar nesta mostra: uma narrativa, um conjunto de estados de esp\u00edrito, uma viagem visual?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> Um pouco de cada. Muitas das minhas pinturas s\u00e3o narrativas pessoais, viv\u00eancias moment\u00e2neas, encontros impactantes nos meus descaminhos pelas nossas aldeias. Encontros com olhares e express\u00f5es de vidas esquecidas, que merecem ser registadas e perpetuadas pelo que foram antes de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. O seu trabalho \u00e9 descrito como estando \u201ccom um p\u00e9 no abstrato e outro no representacional\u201d. Como \u00e9 que essa tens\u00e3o se manifesta nestas obras?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> O abstrato tem tanto de emocional como o representacional. Ambos resultam de um estado de esp\u00edrito face a uma realidade f\u00edsica ou imagin\u00e1ria. No meu caso, o abstrato surge posteriormente, como uma tentativa de fuga do realismo excessivo, o desejo de ir al\u00e9m do imediato. Cito aqui o nosso poeta, que escreveu \u201cN\u00e3o quero tripular mais este planeta\u201d, como s\u00edmbolo da fuga ao seu quotidiano profissional, a advocacia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. Que t\u00e9cnicas e materiais privilegia nesta cole\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> Predomina o acr\u00edlico, mas exponho trabalhos em t\u00e9cnicas variadas: \u00f3leo, pastel seco, pastel de \u00f3leo, grafite e t\u00e9cnicas mistas com gesso e colagens. No \u201cpowerpoint\u201d que apresento est\u00e3o tamb\u00e9m presentes alguns trabalhos em pintura digital, uma t\u00e9cnica que me fascinou pela comodidade de execu\u00e7\u00e3o e at\u00e9 pelo divertimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. O gesto, a mat\u00e9ria e a cor parecem ter um papel central na sua pintura. O que vem primeiro no seu processo: a ideia ou a experimenta\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> Se pretendo registar um gesto, uma express\u00e3o ou uma ideia, isso \u00e9 o mote para a pintura. Se, pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 uma motiva\u00e7\u00e3o definida, vem primeiro a experimenta\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica, o recurso aos efeitos crom\u00e1ticos e \u00e0 improvisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. A natureza surge recorrentemente no seu trabalho \u2014 paisagens, p\u00e1ssaros, elementos org\u00e2nicos. Que lugar ocupa a natureza na sua pintura?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> Ocupa um lugar primordial. Se considerarmos a Natureza como o mundo rural por oposi\u00e7\u00e3o ao mundo urbano, ent\u00e3o eu perten\u00e7o ao primeiro e vivo mal com o segundo. A proximidade com a Natureza marcou toda a minha vida: nasci, cresci e vivo numa quinta desde que voltei. Para al\u00e9m das paisagens, alguns dos retratos que apresento s\u00e3o rostos de vidas rurais, gente com quem privei e que me deu tanto afeto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. No caso espec\u00edfico desta exposi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma leitura simb\u00f3lica associada \u00e0s \u00e1guias e aos \u201cpoisos\u201d? Ou prefere deixar essa interpreta\u00e7\u00e3o em aberto ao observador?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> A pergunta \u00e9 muito interessante. O t\u00edtulo tem uma grande carga simb\u00f3lica e afetiva, sim, mas deixo a cada um a sua interpreta\u00e7\u00e3o, face aos trabalhos expostos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. Sendo autodidata, de que forma construiu o seu percurso e a sua identidade art\u00edstica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> J\u00e1 nos meus tempos de escola me identificavam pelos rostos de bonecas que desenhava, que vim a saber fazerem ainda parte do acervo de mem\u00f3rias de algumas colegas de ent\u00e3o. Lembro-me tamb\u00e9m de paisagens infantis com boas classifica\u00e7\u00f5es, quem me dera rev\u00ea-las. A pintura hibernou at\u00e9 \u00e0 idade adulta, altura em que recomecei, em horas de lazer e com maior disponibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. Que influ\u00eancias art\u00edsticas, liter\u00e1rias ou outras reconhece no seu trabalho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> Tinha 11 anos quando fiquei fascinada perante obras de grande realismo, numa visita ao Museu das Janelas Verdes, em Lisboa, pela m\u00e3o da minha tia Lurdes, grande artista e respons\u00e1vel pela minha inicia\u00e7\u00e3o na pintura. A obra liter\u00e1ria do meu pai, que algu\u00e9m definiu como \u201cum aut\u00eantico hino \u00e0 Natureza\u201d, complementou tamb\u00e9m algumas das minhas pinturas. Ilustrei o seu livro \u201cPoemas do Solst\u00edcio\u201d e dediquei-lhe uma exposi\u00e7\u00e3o no Museu do Abade de Ba\u00e7al, em Bragan\u00e7a, intitulada \u201cAs Cores da Poesia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. Como tem sido a experi\u00eancia de participar em exposi\u00e7\u00f5es coletivas e individuais ao longo do seu percurso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> T\u00eam sido experi\u00eancias muito positivas, n\u00e3o s\u00f3 pelo conv\u00edvio e companheirismo, mas tamb\u00e9m pela troca de ideias e experi\u00eancias na \u00e1rea da pintura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. O que significa para si apresentar esta exposi\u00e7\u00e3o na Biblioteca de Mondim de Basto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> As bibliotecas s\u00e3o espa\u00e7os de cultura por excel\u00eancia, onde alunos e outros visitantes podem usufruir da tranquilidade necess\u00e1ria \u00e0 observa\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o, que hoje tanto escasseiam pela ditadura das redes sociais. Para al\u00e9m disso, \u00e9 uma oportunidade gratificante de dar a conhecer os meus trabalhos a um p\u00fablico que, creio, encontrar\u00e1 empatia com eles, contribuindo assim para enriquecer o acervo cultural da biblioteca.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. Considera importante levar a arte contempor\u00e2nea a contextos locais e fora dos grandes centros urbanos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> Em absoluto. \u00c9 fundamental abrir horizontes ao p\u00fablico jovem e adulto, motiv\u00e1-los para a evolu\u00e7\u00e3o de conceitos e para a supera\u00e7\u00e3o de preconceitos na Arte. Quantos artistas n\u00e3o estar\u00e3o ainda nas suas \u201clarvas\u201d, \u00e0 espera de reconhecimento?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. Que tipo de di\u00e1logo espera estabelecer com o p\u00fablico de Mondim de Basto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> O di\u00e1logo depender\u00e1, com certeza, das interroga\u00e7\u00f5es que forem feitas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. O que espera que o visitante leve consigo depois de ver esta exposi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> Que constate que a Arte, em todas as suas realiza\u00e7\u00f5es, \u00e9 a mais bela express\u00e3o da alma humana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. A pintura, para si, deve provocar, tranquilizar, inquietar ou simplesmente abrir espa\u00e7o \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> A resposta est\u00e1 dentro de cada um de n\u00f3s. No meu caso, pintar d\u00e1-me tranquilidade na contempla\u00e7\u00e3o e desafio na execu\u00e7\u00e3o, seja de um olhar, de uma paisagem ou do imagin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. Em que momento do seu percurso art\u00edstico se encontra atualmente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> Digamos que o \u00faltimo ano foi um per\u00edodo sab\u00e1tico. Agora, mais dispon\u00edvel, vou continuar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. Est\u00e1 j\u00e1 a trabalhar em novos projetos ou linhas de investiga\u00e7\u00e3o art\u00edstica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>R. A curto prazo, sim: associar alguns dos meus trabalhos a mais uma apresenta\u00e7\u00e3o da obra liter\u00e1ria do meu pai.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. Que desafios se colocam hoje a quem faz pintura contempor\u00e2nea em Portugal?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> Um dos grandes desafios \u00e9 passar a mensagem da obra de arte, devido \u00e0 iliteracia do p\u00fablico nessa \u00e1rea. Mas isso tamb\u00e9m aconteceu noutras \u00e9pocas, em que pintores mais aventureiros s\u00f3 tardiamente foram reconhecidos e valorizados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P. Que convite gostaria de deixar aos leitores do Terras de Basto<\/strong>?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>R.<\/strong> Juntem-se a n\u00f3s nesta exposi\u00e7\u00e3o, num percurso revivalista por terras e gentes da nossa terra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leonor Vaz de Carvalho tem patente ao p\u00fablico, at\u00e9 6 de mar\u00e7o, na Biblioteca Municipal de Mondim de Basto, a exposi\u00e7\u00e3o de pintura \u201cPor Poisos d\u2019\u00c1guias\u201d. 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