{"id":5433,"date":"2026-02-19T01:40:18","date_gmt":"2026-02-19T01:40:18","guid":{"rendered":"https:\/\/terrasdebasto.pt\/?p=5433"},"modified":"2026-02-19T01:41:29","modified_gmt":"2026-02-19T01:41:29","slug":"opiniao-quando-a-mascara-cai-e-o-rosto-aparece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terrasdebasto.pt\/?p=5433","title":{"rendered":"Quando a m\u00e1scara cai e o rosto aparece"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diz o ditado popular que \u201cno Carnaval ningu\u00e9m leva a mal\u201d. \u00c9 uma frase que ouvimos todos, como se, durante estes dias, houvesse uma licen\u00e7a especial ou amnistia para virar o mundo do avesso. Colocamos uma m\u00e1scara e, de repente, sentimo-nos protegidos para dizer o que sentimos e pensamos, sem que algu\u00e9m leve a mal.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo \u00e9 que, no&nbsp;dia a dia, todos usamos m\u00e1scaras que n\u00e3o se v\u00eaem: o cargo que ocupamos, a imagem que projetamos e queremos manter, as defesas que criamos para n\u00e3o mostrar as nossas feridas. \u201cV\u00edcios privados, p\u00fablicas virtudes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No Carnaval, trocamos essas m\u00e1scaras invis\u00edveis por um disfarce feito de cart\u00e3o ou pl\u00e1stico e, curiosamente, \u00e9 atr\u00e1s dessa &#8220;mentira&#8221; que nos atrevemos a dizer as maiores verdades. \u201cRidendo castigat mores\u201d \u00e9&nbsp;a&nbsp;ess\u00eancia da s\u00e1tira, difundida por Gil Vicente: o \u201cningu\u00e9m leva a mal\u201d que nos permite criticar o que est\u00e1 errado, rir das injusti\u00e7as e denunciar os defeitos da sociedade sem medo de castigo. A m\u00e1scara d\u00e1-nos a coragem de sermos honestos atrav\u00e9s da brincadeira, castigando comportamentos com o riso.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, este tempo de anonimato, de folia e de banquete tem um fim marcado no calend\u00e1rio. Quando entra a Quarta-feira de Cinzas, a m\u00e1scara cai, a m\u00fasica p\u00e1ra e a mesa da carne esvazia-se. \u00c9 o fim desta tr\u00e9gua social. J\u00e1 n\u00e3o se pode dizer que \u201c\u00e9 a brincar\u201d. Entramos na Quaresma, um tempo que se levanta sobre tr\u00eas pilares essenciais: o Jejum, a Ora\u00e7\u00e3o e a Esmola.<\/p>\n\n\n\n<p>O Jejum n\u00e3o \u00e9 apenas uma tradi\u00e7\u00e3o antiga ou uma dieta religiosa; \u00e9 um modo de dizermos ao nosso corpo que a alma tamb\u00e9m tem fome de algo mais profundo. Ao sermos mais contidos na alimenta\u00e7\u00e3o e nos prazeres, estamos a&nbsp;cuidar do nosso caminho interior. \u00c9 um exerc\u00edcio de despojamento que nos recorda que somos dignos, n\u00e3o pelo que consumimos, mas por aquilo que somos na nossa ess\u00eancia mais simples.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ora\u00e7\u00e3o surge como o di\u00e1logo que substitui o barulho e a folia. Se no Carnaval gritamos para fora, na Quaresma falamos para dentro e para o Alto. \u00c9 o momento de tirarmos a m\u00e1scara diante de Deus. Na ora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 disfarce que resista, pois somos obrigados a ser aut\u00eanticos, a reconhecer as nossas&nbsp;fragilidades&nbsp;e a procurar uma for\u00e7a que n\u00e3o vem de n\u00f3s, mas que nos sustenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, a Esmola, ou a caridade: se o Carnaval \u00e9, muitas vezes, o tempo do \u201ceu\u201d, do meu prazer e da minha divers\u00e3o, a Quaresma obriga-nos a olhar para o \u201coutro\u201d. A esmola \u00e9 o gesto que quebra o nosso ego\u00edsmo e que nos lembra que n\u00e3o somos ilhas. A caridade limpa o nosso cora\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a e prepara-nos para ver o pr\u00f3ximo sem as m\u00e1scaras do preconceito ou da dist\u00e2ncia social.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas Cinzas, ouvimos aquelas frases que nos acordam do sono da ilus\u00e3o: \u201cLembra-te que \u00e9s p\u00f3\u201d e \u201cArrepende-te e acredita no Evangelho\u201d. \u00c9 o fim do fingimento. \u00c9 o momento em que aceitamos que, por baixo do disfarce, somos todos iguais, fr\u00e1geis e humanos. Deus n\u00e3o fala com m\u00e1scaras, mas procura o nosso rosto verdadeiro, como procurou Ad\u00e3o e Eva no \u00c9den.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara qu\u00ea todo este esfor\u00e7o?\u201d, podemos perguntar-nos. Para qu\u00ea tirar as m\u00e1scaras e filtros, fechando a m\u00e3o aos excessos? O que \u00e9 que sobra no fim?<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio \u00e9 que o rosto que aparece no final destes quarenta dias de caminho n\u00e3o seja apenas um rosto cansado de quem cumpriu uma obriga\u00e7\u00e3o, mas um rosto transformado por uma Luz nova. Para quem vive a Quaresma com entrega, o rosto que surge no final, depois da disciplina do jejum, da intimidade da ora\u00e7\u00e3o e da generosidade da esmola, \u00e9 o rosto de Jesus Cristo ressuscitado. Tiramos a m\u00e1scara da vaidade e deixamos de lado o peso da carne para que a imagem de Deus possa, finalmente, brilhar em n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>A caminhada das Cinzas at\u00e9 \u00e0 P\u00e1scoa \u00e9 o processo de deixar morrer o homem \u201cmascarado\u201d para que se vislumbre o rosto do Homem novo, Jesus Ressuscitado, que os seus amigos apenas reconheceram pelos gestos e pela Palavra; n\u00e3o pela apar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na P\u00e1scoa, o sacrif\u00edcio e a verdade d\u00e3o lugar \u00e0 Vida, porque a nossa verdadeira identidade n\u00e3o \u00e9 a personagem que inventamos na ter\u00e7a-feira de Carnaval, mas a semelhan\u00e7a com Cristo que recuperamos quando temos a coragem de ser, simplesmente, humanos, aut\u00eanticos e cheios de esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diz o ditado popular que \u201cno Carnaval ningu\u00e9m leva a mal\u201d. \u00c9 uma frase que ouvimos todos, como se, durante estes dias, houvesse uma licen\u00e7a especial ou amnistia para virar o mundo do avesso. 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