{"id":417,"date":"2024-07-15T22:44:32","date_gmt":"2024-07-15T22:44:32","guid":{"rendered":"https:\/\/terrasdebasto.pt\/?p=417"},"modified":"2024-07-15T22:52:03","modified_gmt":"2024-07-15T22:52:03","slug":"as-camelias-dos-narigudos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terrasdebasto.pt\/?p=417","title":{"rendered":"As cam\u00e9lias dos narigudos"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Por <strong>Joaquim Castro Gon\u00e7alves<\/strong> (*)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sopra uma leve brisa\u2026 uma brisa que cheira a maresia, uma brisa que ecoa a marulho e nos transporta para long\u00ednquas viagens que mergulham nas \u00e1guas do tempo\u2026 um tempo onde os portugueses, caricaturados com longos narizes pelos japoneses, que os alcunharam de \u201cnamban jin\u201d, \u201cb\u00e1rbaros do sul\u201d, desafiavam os seus medos para descobrir todo um mundo novo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Naquele tempo e naqueles mares navegava um poeta, de parca vista, inspirado pela epopeia dos narigudos\u2026 nobres aventureiros, de largas vistas, que buscavam no com\u00e9rcio a gl\u00f3ria e a fortuna que o ch\u00e3o do reino n\u00e3o lhes dava. Muitos vinham das frias terras do norte, onde as fidalgas e vetustas casas, feitas de escuro granito, eram envoltas pelo verde, que n\u00e3o o que hoje conhecemos, de pequenos e formais jardins, sufocados por vinhas, mas um verde de vi\u00e7osas hortas ajardinadas, cuja mistura e tratamento de esp\u00e9cies se apelidou de \u201cjardim horta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large\" style=\"max-width:none;width:442px\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"601\" height=\"1024\" data-id=\"419\" src=\"https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-601x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-419\" srcset=\"https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-601x1024.jpg 601w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-176x300.jpg 176w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-768x1309.jpg 768w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-901x1536.jpg 901w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-1201x2048.jpg 1201w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-150x256.jpg 150w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-300x511.jpg 300w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-696x1187.jpg 696w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-1068x1821.jpg 1068w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-1920x3273.jpg 1920w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-02-JCG-scaled.jpg 1502w\" sizes=\"auto, (max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Antigas cam\u00e9lias do jardim da Casa da Cruz, Gagos, Celorico de Basto. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o familiar, um antepassado que havia estado no oriente, Fern\u00e3o Carvalho da Cunha Coutinho, teria trazido a velhinha cam\u00e9lia que se encontra no chamado \u201cjardim pequeno\u201d.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>E os narigudos pela bot\u00e2nica se interessaram&#8230; Segundo a lenda, trouxeram sementes de \u201ctsubaki\u201d, a \u00e1rvore japonesa das folhas luzidias, que s\u00e9culos mais tarde deslumbrou o ocidente. Mas perdida nas brumas da mem\u00f3ria dos aventureiros narigudos, a sua descoberta os ingleses reclamaram\u2026 Batizou-se \u201ccam\u00e9lia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As sementes brotaram, l\u00e1 pelo long\u00ednquo s\u00e9culo XVI ou XIX, qui\u00e7\u00e1, e rasgaram a terra dos jardins do norte de Portugal. Espante-se: ao surgirem fr\u00e1geis e coloridas flores, de formas variadas, as iniciais talvez singelas, mas as vindouras semelhantes a pe\u00f3nias e rosas, encantaram os colecionadores e os amantes dos jardins.<\/p>\n\n\n\n<p>No esquecido cantinho das Terras de Basto, os jardins proliferaram. Aqui, a cam\u00e9lia era a rainha, \u00e0 semelhan\u00e7a do que j\u00e1 se passava pelas terras de outra majestade, a rainha Vit\u00f3ria, onde a \u201ctsubaki\u201d foi esculpida segundo antigas t\u00e9cnicas, chamada de topi\u00e1ria, a \u201ctopiarius\u201d da Roma antiga e, possivelmente, da remota Babil\u00f3nia.<\/p>\n\n\n\n<p>As mentoras destes Jardins de Basto foram as irm\u00e3s D. Em\u00edlia Ermelinda e D. Justina Praxedes, da abastada fam\u00edlia de antigos comerciantes portuenses e fidalgos da Casa Real, os Pinto Basto. Casaram com nobreza de prov\u00edncia de Casas de Celorico de Basto e de Cabeceiras de Basto e nelas ensaiaram o que tinham visto por Inglaterra\u2026 m\u00e1gicos jardins moldados pelos jardineiros, verdadeiros mestres de arte, que davam largas \u00e0 sua imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Envoltas nesta magia dos Jardins de Basto, estavam as cam\u00e9lias esculpidas minuciosamente e salpicadas desde o outono at\u00e9 \u00e0 primavera pelas ex\u00f3ticas flores orientais, que por aqui chamaram de japoneiras, alus\u00e3o \u00e0 sua prov\u00e1vel vinda do Jap\u00e3o, e liga\u00e7\u00e3o aos curiosos \u201cbot\u00e2nicos\u201d narigudos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"541\" height=\"1024\" data-id=\"420\" src=\"https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-03-JCG-541x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-420\" srcset=\"https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-03-JCG-541x1024.jpg 541w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-03-JCG-158x300.jpg 158w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-03-JCG-768x1454.jpg 768w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-03-JCG-150x284.jpg 150w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-03-JCG-300x568.jpg 300w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-03-JCG-696x1318.jpg 696w, https:\/\/terrasdebasto.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/FOTO-03-JCG.jpg 776w\" sizes=\"auto, (max-width: 541px) 100vw, 541px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Antigas cam\u00e9lias do jardim da Casa da Cruz, Gagos, Celorico de Basto. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o familiar, um antepassado que havia estado no oriente, Fern\u00e3o Carvalho da Cunha Coutinho, teria trazido a velhinha cam\u00e9lia que se encontra no chamado \u201cjardim pequeno\u201d.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>As suas constantes podas pelos jardineiros de Basto conferiram-lhe grossos troncos, que baralham os entendidos, escondendo a sua idade. A f\u00e9rtil terra minhota, constantemente regada por chuvas intermitentes e persistentes, d\u00e1-lhes o alimento que precisam e a for\u00e7a para se fortalecerem, atravessando assim os s\u00e9culos, inc\u00f3lumes e postas em majestade nestes jardins hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Rasgam a terra, ch\u00e3o de nobres fam\u00edlias, entroncadas na mem\u00f3ria do reino de Portugal, e erguem-se como genealogia antiga, cruzada e torcida, que imp\u00f5em a sua presen\u00e7a nas tradicionais casas da fidalguia, feudos dos narigudos empinados, que souberam dar forma \u00e0 ancestral \u00e1rvore, que se tornou um s\u00edmbolo das Terras de Basto.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas Terras de Basto n\u00e3o cheira a maresia, cheira a terra molhada\u2026 Pelas Terras de Basto n\u00e3o se ouve o marulho, ouve-se o chilrear do pisco-de-peito-ruivo e o cantar da poupa\u2026 Pelas Terras de Basto j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 um mundo novo, mas sim um velho mundo, cujas ra\u00edzes se entranham nas profundezas da terra\u2026 um velho mundo de torcidos troncos cobertos de l\u00edquenes, e que deles teimam em brotar folhas luzidias e ex\u00f3ticas flores\u2026 o velho mundo das cam\u00e9lias dos narigudos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00abMas n\u00e3o deixes no mar as Ilhas, onde<br>A Natureza quis mais afamar-se.<br>Esta, meia escondida, que responde<br>De longe \u00e0 China, donde vem buscar-se,<br>\u00c9 Jap\u00e3o, onde nasce a prata fina;<br>Que ilustrada ser\u00e1 co\u2019a Lei divina.\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p>(Excerto da estrofe 131, Canto X, \u201cOs Lus\u00edadas\u201d, Lu\u00eds Vaz de Cam\u00f5es)<\/p>\n\n\n\n<p>(*) Historiador de Arte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Joaquim Castro Gon\u00e7alves (*) Sopra uma leve brisa\u2026 uma brisa que cheira a maresia, uma brisa que ecoa a marulho e nos transporta para long\u00ednquas viagens que mergulham nas \u00e1guas do tempo\u2026 um tempo onde os portugueses, caricaturados com longos narizes pelos japoneses, que os alcunharam de \u201cnamban jin\u201d, \u201cb\u00e1rbaros do sul\u201d, desafiavam os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":418,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27,7],"tags":[40,41,42,38],"class_list":{"0":"post-417","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-artigo-de-opiniao","8":"category-cultura","9":"tag-celorico-de-basto","10":"tag-japoneiras","11":"tag-jardins-historicos","12":"tag-joaquim-castro-goncalves"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>As cam\u00e9lias dos narigudos - Jornal Terras de Basto<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"\u00abAs suas constantes podas pelos jardineiros de Basto conferiram-lhe grossos troncos, que baralham os entendidos, escondendo a sua idade. 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