Quinta-feira, Março 19, 2026
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Câmara de Cabeceiras vai ter três departamentos e 16 unidades técnicas

Esta será, muito provavelmente, a segunda vez que a tecnoestrutura da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto se vai expandir até aos departamentos; com uma diferença, a primeira vez que o fez, há cerca de quinze anos, e por um breve período de tempo, experimentou-o apenas com uma única dessas estruturas orgânicas; agora – sabe o Terras de Basto – o atual presidente vai propor a criação de três departamentos.

O assunto tem ocupado substancialmente o presidente da câmara e, mais particularmente, um ou dois de entre os quadros técnicos herdados do anterior executivo, devendo a proposta de reestruturação orgânica integrar a ordem de trabalhos da próxima reunião do executivo, a 27 de março.

«Por alto», as ideias principais já foram adiantadas aos vereadores na oposição no final da última reunião, mas a proposta propriamente dita deverá estar guardada até ao seu agendamento para discussão.

Porque o assunto está a ocupar as conversas dos funcionários municipais, este jornal sabe que, além da criação dos três departamentos – cargos de direção intermédia de primeiro grau, alegadamente pensados «à medida» dos seus destinatários –, a nova estrutura orgânica vai incluir quatro divisões (direção intermédia de segundo grau) e, outra novidade, 16 unidades técnicas (direção intermédia de terceiro grau).

De acordo com as fontes ouvidas, o cargo de diretor deverá ser entregue a Fátima Oliveira, que vê assim a sua divisão transformada num Departamento de Administração Geral, tornando-se «dona e senhora dos serviços municipais»; a Luís Coutinho, que vê assim reconhecida a «sua exigência» de «só continuar a assumir os serviços» de Ambiente e Obras que ora chefia se fossem integrados num departamento; e a Adelino Magalhães, «o homem do PDM», responsável pelo planeamento e urbanismo, particularmente pela proposta de revisão do plano diretor, que está em curso.

Quanto às quatro divisões, a titular que parece mais consensual — e assim é dada a conhecer ao Terras de Basto – é Márcia Fonseca e Barros, que chefia agora a Equipa Multidisciplinar do Serviço de Fundos Comunitários e Planeamento Estratégico.

«É de todo estranho que se faça uma reestruturação orgânica assente nos mesmos quadros dirigentes do passado; afinal, se as eleições autárquicas disseram alguma coisa foi que a derrota não era só culpa dos maus políticos», reage um colaborador municipal que dá a cara pelos sociais-democratas cabeceirenses.

A expressão «vira o disco e toca o mesmo» é trazida à colação por um outro servidor municipal, que insiste em afirmar que «apostar no passado, na herança, não é “fazer diferente”». É também o mesmo funcionário que lembra que, «por estas e por outras, é que alguns se recusaram a assumir funções dirigentes». «Pelo que vejo, isto é pensar mais nos técnicos em particular do que organizar os serviços para serem mais eficazes em prol dos munícipes», conclui, sublinhando ainda que, «embora não tenha feito as contas», se lhe afigura que esta estrutura «vai sair muito mais cara, somando ordenados e respetivas alcavalas…».

A proposta final e respetivas explicações deverá estar pronta até 27 de março, para que possa subir à apreciação e votação pelo colégio municipal na sua reunião ordinária de abril. [JPM].

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